Cuiabá, 01 de Outubro de 2022
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11 de Agosto de 2022, 10h:02 - A | A

PODERES / MILIONÁRIOS DO AGRO

Candidatos ao Senado, Galvan e Neri somam R$ 17 milhões em bens declarados ao TSE

Declaração é feita junto ao registro de candidatura e prazo final é 16 de agosto

EUZIANY TEODORO
DO REPÓRTER MT



Antonio Galvan (PTB) e Neri Geller (PP), ambos candidatos ao Senado nas eleições deste ano, já fizeram as respectivas declarações de bens à justiça eleitoral, procedimento obrigatório. Os dois, representantes do agronegócio, têm contas milionárias.

Galvan, presidente da Aprosoja Brasil e de extrema direita, é de longe o mais rico. Declarou nada mais, nada menos, que R$ 14 milhões em bens. Um dos mais caros é a casa onde mora, no valor de R$ 2.456.150,00. O bem mais caro não foi detalhado na divulgação da candidatura, consta apenas como “outros bens e direitos”, ao custo de R$ 4.403.754,81.

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Já Neri soma o total de R$ 3,1 milhões. O bem declarado mais caro consta apenas como “terreno”, no valor de R$ 1.187.500,00.

Os dois representam o agro, mas estão em lados opostos da disputa. Galvan é de extrema direita e está ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL), que já tem “folga” de votos entre os produtores rurais de Mato Grosso.

Já Neri foi o escolhido para tentar fazer a ponte e aumentar a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto ao setor. Junto dele, está o senador Carlos Fávaro (PSD), também do agro, que inclusive é um dos coordenadores nacionais da campanha de Lula, contrariando o que defendia até poucas semanas atrás.

Também já prestaram contas na disputa ao Senado: vereador de Cuiabá, Kássio Coelho, do Patriota (R$ 430 mil); Feliciano Azuaga, do Novo (R$ 350 mil); e José Roberto Cavalcante, do PSOL (R$ 125 mil).

Wellington Fagundes (PL), terceiro nome de maior peso na disputa e candidato partidário de Bolsonaro, ainda não registrou a candidatura. O prazo final é 16 de agosto.

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MARIA AUXILIADORA 12/08/2022

Trabalhador com consciência de classe, auto estima e amor aos seus descendentes não vota em empresários do agro e urbano que depois de eleitos irão legislar em causa própria destruindo o que ainda resta de direitos, os quais foram arduamente conquistados por nossos ascendentes.

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