MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) afirmou que pode estar fora do palanque apoiado por seu partido para as eleições de outubro deste ano. O ministro indicou que não quer atuar de forma direta na articulação da pré-campanha para que não haja dívidas políticas a serem cumpridas a partir do próximo ano.
“O PP pode estar numa coligação que não seja aquilo do meu agrado. Agora, eu não vou pegar o PP e, por minha conta, tirar ele de um lugar em que eles se sentem bem para levar para outro lugar. Então, pode acontecer de o PP ter uma candidatura e eu não estar lá. Mas eu já estou saindo da política, essa é a questão que eu quero deixar bem clara”, disse.
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Em fevereiro deste ano, Maggi anunciou que deve deixar oficialmente a política ao término de seu mandato como senador. Ele foi governador de Mato Grosso entre 2003 e 2010, tendo feito seu sucessor, o ex-governador Silval Barbosa. Maggi foi eleito ao Senado em 2010 e seu mandato se encerra ao final deste ano.
"Então, pode acontecer de o PP ter uma candidatura e eu não estar lá. Mas eu já estou saindo da política, essa é a questão que eu quero deixar bem clara”, disse Blairo.
Como não irá disputar o pleito, o senador disse que não quer responsabilidade sobre os acordos políticos feitos pelo PP a partir de 2019, em caso de vitória ou derrota neste ao.
“Eu tenho observado que as negociações que estão acontecendo e elas poderão mudar muito ainda. Nada é definitivo do que está aí colocado. Então, não adianta que eu estou fora do processo, que não vou disputar eleição, entrar nessa discussão de quem fica com quem”, declarou o ministro.
O PP, que tem o deputado federal Ezequiel Fonseca como presidente, está atualmente na base da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) para o Governo do Estado. Maggi voltou a confirmar seu apoio ao deputado federal Adilton Sachetti (PRB), amigo de longa data do ministro, que tem dado seu apoio à possível candidatura do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) ao Governo.
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