CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) afirmou que a acusação do ex-deputado José Riva, de que ele [Maggi] enquanto governador, aumentou o repasse à Assembleia Legislativa, para garantir que os parlamentares pudessem receber o chamado 'mensalinho', é contraditória e inconsistente.
“A Assembleia teve 29% de aumento no orçamento, enquanto que o TJ [Tribunal de Justiça] teve 250% e o Ministério Público 310% de incremento, portanto não tem fundamento a acusação”, declarou Blairo.
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Segundo Blairo, os números mostram que a Assembleia teve redução de 26% durante o primeiro ano de seu mandato. Ele aponta ainda que de 2002 a 2010 o Legislativo foi um dos poderes com menor incremento orçamentário.
“A Assembleia teve 29% de aumento no orçamento, enquanto que o TJ [Tribunal de Justiça] teve 250% e o Ministério Público 310% de incremento, portanto não tem fundamento a acusação”, declarou, em entrevista à Rádio Capital, nesta terça-feira (04).
De acordo com o ex-deputado, o então governador teria pago R$ 37 milhões para Riva repassar, em forma de mesada, aos parlamentares que davam apoio ao governo. Riva disse que os valores foram diluídos durante o período em que Blairo foi governador, ele assumiu o governo em 2003 e deixou o cargo em abril de 2010.
Sobre possível suplementação de recursos Blairo esclareceu que isso acontecia somente em casos esporádicos, quando existia uma demanda específica.
“Eu jamais concordei em fazer isso. Nunca vi este tipo de atitude por parte de outros parlamentares. Eu nunca participei de nada disso e para mim o assunto não tem relevância alguma”.
“Quando tinha alguma demanda, uma obra, por exemplo, que se comprovava a necessidade de um recurso a mais, desde que dentro do orçamento, aí sim eu liberava”, afirmou o ministro.
“Eu jamais concordei em fazer isso. Nunca vi este tipo de atitude por parte de outros parlamentares. Eu nunca participei de nada disso e para mim o assunto não tem relevância alguma”.
O nome do ministro também foi citado por Riva, que disse ter participado da suposta negociação de compra da vaga de conselheiro do TCE, pelo montante de R$ 8 milhões.
“Eu sempre fui transparente em minhas posições, eu jamais participei disso e já tem ação correndo [para investigar], que vai esclarecer tudo”, finalizou Blairo.
As investigações da Operação Ararath, apontam que um esquema de fraudes teria sido montado utilizando recursos públicos, sendo que o operador do esquema seria o empresário Júnior Mendonça, sob a aparência de factoring, e que após cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, verificou-se o envolvimento de Eder Moraes, além de diversas empreiteiras e empresas prestadoras de serviço ao Estado de Mato Grosso, tanto durante o governo de Blairo Maggi quanto de Silval Barbosa.
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