RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O ex-governador Silval Barbosa, condenado por receber propina de R$ 18 milhões para trocar o sistema de ônibus de trânsito rápido (BRT) pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), disse que o Estado nunca visou lucro com o modal e que Mato Grosso tem condições de manter a obra bilionária.
A declaração ocorreu na manhã desta sexta-feira (15) no programa do jornalista Lino Rossi, que vai ao ar na rede de rádios do próprio ex-governador.
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Silval, que atualmente mora em São José do Rio Preto, São Paulo, não gostou nada de ouvir de seu ex-auxiliar, o engenheiro Rafael Detoni, que o VLT não é mais viável para Cuiabá e Várzea Grande.
“Estranhei a entrevista do Rafael Detoni, que enquanto serviu meu Governo, através da Secopa, se mostrou ser um grande técnico. E todas as decisões que tomei foi baseada no que ele participou. Todos os pareceres lá no Ministério das Cidades para viabilidade do VLT foram ele e o Marcelo “Padeiro” que assinaram. Foi em cima desses dados que tomei a decisão para implantação”, afirmou Silval logo após uma entrevista do engenheiro apoiando a troca de modal.
Em seguida, Silval declarou que em seu Governo nunca visou lucro com o modal sobre trilhos.
“A intenção nossa não era visar lucro. O Estado estava bancando todo o sistema visando a melhoria do transporte público para a população”, revelou.
E sugeriu que o Governo Mauro deveria pagar pela tarifa.
“Já que o Estado vai bancar tudo ele não visa lucro. O VLT tem uma garantia de 30 anos e uma tarifa social pode ser feita”.
O ex-governador ainda tentou culpar seus técnicos pela desastrosa escolha.
“Eles me deram dados que a viabilidade do VLT era muito grande. Não era essa tarifa que eles apresentam hoje. Foi em cima desses dados que tomei a decisão. E agora ele está assessorando para a mudança do modal. Muito estranho”, pontuou
Laudo falso
Por outro lado, o Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou que a substituição da escolha do BRT pelo VLT, em 2011, feita pela gestão do Governo Silval ocorreu através de um laudo falsificado.
A decisão do TCU que confirmou a adulteração foi dada em 2014 pelos ministros Walton Rodrigues, Aroldo Cedraz, Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas, Marcos Bemquerer Costa e André Luís de Carvalho.
O esquema foi descoberto pela Procuradoria da República do Distrito Federal, que enviou representação sobre o caso à Corte de Contas.
De acordo com o MPF, a adulteração ocorreu no bojo de um processo que tramitava no Ministério das Cidades, órgão que estava com a responsabilidade de avaliar se acatava ou não a mudança do BRT pelo VLT para atender às necessidades de mobilidade da Baixada Cuiabana para a Copa do Mundo de 2014.
Propina
Em delação premiada, Silval Barbosa contou aos procuradores da República que seu grupo político fez um acordo para receber R$ 18 milhões em propina do grupo CR Almeida, que integra o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande.
Devido à delação dos vultuosos pagamentos de propina a gentes públicos o Veículo Leve sobre Trilhos nunca saiu do lugar.
Decisão recente do governador Mauro Mendes (DEM) determinou a troca do modal.














Antônio Bento 15/01/2021
Sujeito digno de ir para um paredão ou cadeira elétrica. Maior escroque que já dirigiu o estado.
Fenix 15/01/2021
DEVEMOS POR VC E EDER MORAES PRA PUXAR O VLT
2 comentários