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Cuiabá, 25 de Junho de 2026
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14 de Janeiro de 2017, 18h:15 - A | A

PODERES / NO STF

Ação que investiga Bezerra por suposta fraude de R$ 100 milhões no INSS está parada

Segundo a PGE, o montante foi desviado do INSS no período em que Bezerra comandava o instituto

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Um processo que tramita em segredo de Justiça há 11 anos, no Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) possa ter desviado cerca de R$ 100 milhões por meio de pregões realizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, com intermediação da empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), no ano de 2004.

À época, o parlamentar mato-grossense comandava o instituto. 

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A denúncia contra Bezerra e outras cinco pessoas chegou à 12ª Vara Federal da do Distrito Federal em 2006 por meio de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGE). Mas como  ele exercia o mandato de deputado federal, os autos foram encaminhados ao STF.

No documento, a PGE afirma que Bezerra cometeu “prática de delitos de peculato e frustração do caráter competitivo dos pregões nº 039/04 e 041/04 do INSS”. (Veja o documento AQUI).

José Jairo Ferreira Cabral, José Roberto Borges da Rocha Leão, Sérgio Paulo Veiga Torres, Júnio César Ferreira e José Carlos Ferreira também figuram como réus no processo.

Em 2009, o ministro Celso de Mello acatou a denúncia da PGE contra o deputado, porém a ação continua parada à espera de julgamento.

Além desta ação de peculato, Carlos Bezerra também responde no Supremo ao inquérito nº 3128 por crime eleitoral em 2011.  

A ação apura se houve captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral durante a campanha de 2010 em Mato Grosso.

Outro lado

O tentou contato com o deputado, mas até o fim da edição desta reportagem ele não atendeu e nem retornou as ligações.

Sanguessugas 

No mesmo ano que o STF aceitou a denúncia contra Bezerra, pelo suposto desvio de R$ 100 milhões do INSS, ele foi inocentado em uma ação que investigava o “Escândalo das Sanguessugas”, um esquema criminoso descoberto pela Polícia Federal, em 2006.

O peemedebista e outros 87 deputados federais, três senadores e cerca de dez ex-prefeitos do Estado, além de dezenas servidores municipais foram citados nas investigações.

Segundo a Polícia Federal, estes políticos apresentavam emendas parlamentares no orçamento da União para a compra de ambulância, no entanto, exigiam propina da empresa Planam dos empresários Darci Vedoin e Luiz Antonio Vedoin – que superfaturavam o valor das unidades de saúde móvel.

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