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27 de Setembro de 2026

25 de Junho de 2026, 12h:04 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO FALSA VANTAGEM

Saiba quem é o advogado investigado por influenciar decisões judiciais em Cuiabá

Ação da Polícia Civil investiga suposto esquema que prometia influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores em Cuiabá

Reprodução

O advogado Ademir Rosa Gomes foi alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada nesta quinta-feira (25).

O advogado Ademir Rosa Gomes foi alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada nesta quinta-feira (25).

THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT



O advogado que foi alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil na manhã de hoje (25), em Cuiabá, foi identificado como Ademir Rosa Gomes. A ação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo a promessa de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.

Na operação, foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

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As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

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Além do advogado, também estão entre os alvos bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, desde quando o grupo atuava e a identificação de outras possíveis vítimas.

De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, e cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.

A solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Apesar da promessa feita aos familiares, a condenação não foi anulada, e houve apenas a redução da pena do condenado.

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Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.

A Polícia Civil também busca apurar como o esquema funcionava, se a prática era recorrente, desde quando o grupo atuava e individualizar a participação de cada investigado.

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