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Cuiabá, 25 de Junho de 2026
25 de Junho de 2026

25 de Junho de 2026, 12h:04 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO FALSA VANTAGEM

Saiba quem é o advogado investigado por influenciar decisões judiciais em Cuiabá

Ação da Polícia Civil investiga suposto esquema que prometia influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores em Cuiabá

THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT



O advogado que foi alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil na manhã de hoje (25), em Cuiabá, foi identificado como Ademir Rosa Gomes. A ação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo a promessa de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.

Na operação, foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

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As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

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Além do advogado, também estão entre os alvos bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, desde quando o grupo atuava e a identificação de outras possíveis vítimas.

De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, e cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.

A solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Apesar da promessa feita aos familiares, a condenação não foi anulada, e houve apenas a redução da pena do condenado.

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Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.

A Polícia Civil também busca apurar como o esquema funcionava, se a prática era recorrente, desde quando o grupo atuava e individualizar a participação de cada investigado.

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