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Enquanto procurador da República, Pedro Taques foi um dos responsáveis pela prisão de João Arcanjo Ribeiro, ex-chefe do crime organizado de Mato Grosso.
DA REDAÇÃO
Antes do "escândalo dos grampos", a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) chegou a investigar uma denúncia de ameaça a vida do governador Pedro Taques (PSDB), que teria partido do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.
Arcanjo foi preso por Taques em 2003, na Operação Arca de Noé.
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Também através de escutas autorizadas pela Justiça, logo depois da posse do governador, em 2015, descobriu-se o envolvimento de funcionários da Casa Civil do Estado com Arcanjo. No entanto, as interceptações duraram apenas 45 dias e nada foi constatado que colocasse a vida de Taques em risco.
Curiosamente, algumas dessas pessoas "grampeadas" estão na lista do esquema denunciado pelo promotor Mauro Zaque e que teve início em 2014.
O esquema de escutas ilegais, chamado "barriga da aluguel", veio à tona na semana passada e apontou que a Polícia Militar interceptava ligações de políticos, advogados, médicos, empresários e jornalistas, alegando envolvimento deles em investigação de tráfico de drogas.













