DA REDAÇÃO
O desembargador Luiz Ferreira da Silva, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou o pedido feito pelo cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa, para suspender a ação que investiga interceptações ilegais no Estado, escândalo que ganhou repercussão nacional e ficou conhecido como "Grampolândia Pantaneira".
Os advogados do cabo pediram que fosse declarada a suspeição dos coronéis Luiz Claudio Monteiro da Silva e Valdemir Benedito Barbosa, que fazem parte do Conselho de Sentença, e que a ação ficasse suspensa até o julgamento do mérito do pedido.
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O esquema
Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs. No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada “barriga de aluguel”.
O caso foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque. Em depoimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, ele afirmou que, naquele ano, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques (PSDB). Zaque alega ainda que levou o assunto ao governador, que ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário.















