facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 17 de Junho de 2026
17 de Junho de 2026

01 de Outubro de 2014, 09h:49 - A | A

OPINIÃO /

Ficha errada

Para se confirmar a escrita: disputa alguma, em MT, foi levada para o 2º turno

LOUREMBERGUE ALVES



Vivem-se momentos derradeiros das eleições deste ano. Definitivos, certamente. Reforçados pelos números da pesquisa do Gazeta Dados. 

Bem mais, evidentemente, se levados em conta os desempenhos dos candidatos ao governo estadual durante a campanha, os quais estão aquém do esperado e do necessário. Especialmente por parte dos indicados da situação. 

Estes, na verdade, presos ao labirinto das obras inacabadas e malfeitas, sentem-se impossibilitados de carregar o fardo pesado do desgaste do governo. O que facilita as coisas para o pedetista, que segue na dianteira, com reais chances de vencer já no próximo domingo (05/10). 

Quadro impossível de mudança. Confirmando, assim, a escrita: a de que disputa alguma, no Estado, foi levada para o segundo turno. 

E, nesta disputa, as coisas estão mais do que claras. Erros de cálculo das lideranças da base aliada. Pois não colocaram na balança o que, de fato, deveriam ser posto. E, pior ainda, vieram divididos para a eleição. 

Tanto que nenhuma das duas candidaturas chegou a ameaçar o líder nas pesquisas. Apesar dos desacertos cometidos pelo Pedro taques (PDT).


Diferentemente, portanto, da briga pela prefeitura de Cuiabá, em 2012. Oportunidade em que o Lúdio Cabral (PT) levou a decisão para o segundo turno, aproveitando a série de erros do candidato Mauro Mendes (PSB). 

O petista, então, saiu-se fortalecido, embora tenha perdido a disputa. Apontado, inclusive, de ser um provável vencedor ou a uma das vagas da Assembleia Legislativa, ou a uma das cadeiras da Câmara Federal. Ele, porém, preferiu sair-se para a disputa do governo, sem ter em torno de si todos os governistas. 

Situação que se agravou com a ausência do senador Blairo Maggi (PR) na sua campanha. Mas, bem mais que esta, a falta de propostas viáveis na bagagem. Esperou-se, então, pela sorte. 

Esta, no entanto, parecia estar com o pedetista, que se viu favorecido pela insistência equivocada do José Riva (PSD) em disputar as eleições - barrado que foi pela Lei da Ficha Suja. 

Substituído pela esposa, que se perdeu na toada de uma nota só. A Bolsa Família estadual, como era esperado, não impulsionou a campanha de Janete Riva (PSD). E ela, desse modo, ficou amarrada no índice de um digito (7%), enquanto a sua rejeição ficava quase igual a do seu marido. 

Assim, o Pedro Taques alcançava a casa dos 41%, registrando um crescimento de 9% da primeira pesquisa (32%); enquanto o Lúdio saia dos 14%, e, agora, tem 24%. 

Ambos estão empatados tecnicamente no quesito rejeição. Localizados abaixo do Muvuca (PHS), que foi retirado da corrida por falta de comprovante eleitoral, e acima do representante do PSOL. 

José Roberto, contudo, não tem estrutura suficiente partidária e de campanha para decolar. Ainda que tivesse todo o tempo do mundo. 

Isolado, contudo, o petista naufraga nas correntezas oposicionistas. E deve sair-se desta disputa bem pior de quando entrou. 

Ele se mostrou desacompanhado de estratégias, de discurso e de conteúdo. E viu-se fracassar, inclusive, na tarefa de encurralar o líder das pesquisas. 

Fizera-lhe falta o Muvuca no segundo debate da Record. Pois nem o José Roberto, tampouco a Janete quis se associar a ele na dita empreitada. 

Isso pode afastar o Lúdio de qualquer chance de vitória na eleição de 2016, independente da quantidade de votos que conquiste nas urnas de 2014. 

Apostou, portanto, a ficha errada, conforme já o alertava esta coluna. 

A vitória eleitoral do pedetista, tudo indica, parece assegurada. É esperar para conferir.

LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e articulista político em Cuiabá.
[email protected]

>>> Siga a gente no Twitter e fique bem informado

Comente esta notícia