Cuiabá, 30 de Junho de 2022
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Sábado, 12 de Novembro de 2011, 10h:18 - A | A

GABRIEL NOVIS NEVES

"Ficamos mais pobres" (e com festas pra pagar)

GABRIEL NOVIS NEVES

Houve uma festa em Brasília. O governo esteve presente para comemorar o nosso empobrecimento.

Tudo ainda se encontra naquela fase de assinatura de protocolos, pronunciamentos bombásticos, holofotes e matéria para o Informe Publicitário, deixando o contribuinte confuso.

Muitos são maldosamente induzidos a erros, pensando se tratar de repasses de dinheiro do governo federal ao Estado, e não, autorização para empréstimos bancários.

O Estado, que mereceu um elogio do JN do Ar, que nem seringa de injeção possui e ainda está pagando com juros e correção monetária dívidas passadas, excepcionalmente, para a nossa infelicidade, poderá contrair empréstimos bancários de mais de 2 bilhões de reais.

Ainda bem que esse dinheiro irá demorar a chegar, porque banqueiro tem mais de 2 mil anos de prática emprestando dinheiro. Esses recursos somente serão liberados mediante projetos apresentados e aprovados.

Pelo jeito dos nossos projetos, é possível que, quando o Estado estiver habilitado ao empréstimo, as dívidas passadas estejam quitadas.

Interessante e intrigante nessa história, é que dois jovens Estados relacionados nesse listão para empréstimos dispensaram a gentileza do governo federal.

A população mato-grossense tem o direito de saber como esses empréstimos serão aplicados, pois é ela que irá pagá-los.

Fica assim: a Caixa Econômica Federal emprestará R$ 727.920, para implantar o VLT em Cuiabá; o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), R$ 1.5 bilhão para asfaltar e recuperar as estradas de escoamento dos produtos do agronegócio.

Absolutamente nenhum recurso para educação, saúde e segurança pública, as nossas principais prioridades.

Seria repetitivo mencionar que a nossa educação sucateada foi entregue a um partido político de porteira fechada. A nossa saúde pública agora fica aguardando recursos do JN do AR.

Para a segurança pública melhorar demos uma mãozinha ao governo federal, comprando na Rússia, por preço de ocasião, e à vista, 10 Land Rover para fiscalizar as nossas fronteiras com a Bolívia.

Como aqui acontecem coisas estranhas! A firma que vendeu esses excelentes equipamentos para o nosso Estado possui apenas um funcionário, que é advogado, e ainda está em fase de implantação.

Todos os ex-governadores deste Estado reclamavam muito do pagamento de dívidas herdadas. Justiça se faça ao último que, chorando durante oito anos, pagou religiosamente as malditas dívidas cujo término seria no próximo ano.

Dívidas prejudicam qualquer projeto de desenvolvimento para o Estado. Esta agora, então! É bom nem se falar mais, e ponto final.

Ficamos mais pobres e com festas.

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