ONOFRE RIBEIRO
No próximo dia 30 será eleito em segundo turno o futuro prefeito de Cuiabá. Isso todos sabemos. O que nós não sabemos e talvez nem ele saiba, é que tipo de problemas irá enfrentar nos próximos quatro anos.
Em princípio, sem medo de errar: vai enfrentar uma pedreira! Crises que ainda não chegaram. Falta generalizada de dinheiro pra custear as despesas e até pra pagar salários dos funcionários públicos. Aqui se somam duas angústias da crise. A primeira, enfrentá-la de frente.
A segunda, a frustração de ter que lidar com tantas situações amargas depois de lutar tanto pra se eleger. De que crise estou falando? Perguntaria o leitor. O governo estadual já entrou na primeira fase da crise.
Está passando por ela, ciente de que terá que fazer profundas mudanças na estrutura do estado e na gestão pra poder terminar de pé os dois próximos anos. A prefeitura de Cuiabá, assim como as demais prefeituras, vai entrar num túnel negro.
O governo federal entrou na atual crise, ela caiu em cascata sobre os estados e desses cairá sobre os municípios. O prefeito Mauro Mendes sabia desde o começo de 2016 que corria o risco de atrasar salários. É um fato emblemático na gestão pública.
O próximo prefeito não terá dinheiro pra construir mais creches. Nem terminar o novo Pronto Socorro. Nem pra construir novas escolas. Muito menos pra fazer aquilo que os políticos mais gostam: realizar concursos e contratar pessoal. Vai ter que se virar com os que estão aí.
A sociedade não tolera mais impostos. Os governos federal, estaduais e municipais estão cada vez mais dentro do tal de túnel negro pelos próximos quatro anos e a coisa vai estender por mais seis anos, no mínimo. Concluo este artigo com essa advertência ao prefeito eleito de Cuiabá. Ainda dá tempo de incluir nos seus programas eleitorais que o céu não é de brigadeiro.
O cidadão precisa saber, e o prefeito também, que haverá desgastes e ranger de dentes no próximo mandato. Melhor dizer isso agora ao eleitor, garantir que está preparado pra lidar com o pior e enfrentar o futuro. Melhor do que depois de assumir e dizer com cara de anjo: “Não sabia que estava assim”. Tempos muito estranhos esses que estamos vivendo!
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso [email protected] www.onofreribeiro.com.br













