ROBERTO CARVALHO DE ALMEIDA
Sempre ouvimos dizer que o Brasil precisa diversificar seus mercados, não pode depender de apenas um ou dois parceiros comerciais. Essa é uma conversa antiga, mas que ganha força todas as vezes que a economia mundial aperta. E agora não é diferente. A alta das taxas de juros nos Estados Unidos, por exemplo, vem impactando países do mundo inteiro e, como consequência, todos buscam alternativas para não ficarem reféns de um único comprador.
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Ao pensar nisso, fiz um paralelo com a nossa realidade empresarial. Afinal, o que acontece entre países também se reflete dentro das empresas. Assim como o Brasil precisa da China, dos Estados Unidos e de outros mercados, nós também precisamos de clientes principais, mas não podemos nos acomodar neles. Temos que atender bem os atuais, sim, mas também estar atentos à prospecção constante, em busca de novos clientes que garantam a saúde e o futuro do negócio.
A concorrência, nesse contexto, é como os desafios globais. Assim como países se ajustam às medidas norte-americanas, nós também temos que reagir quando um concorrente ataca. Se hoje temos um cliente que compra muito bem, precisamos valorizar essa relação, mas também estar preparados para o cenário em que esse cliente diminua os pedidos ou seja conquistado por outro fornecedor. O risco é real e exige vigilância e ação.
Por isso, defendo que treinamento e preparação da equipe são fundamentais. O vendedor precisa estar sempre pronto para abrir portas, identificar oportunidades e cultivar relacionamentos novos. Pergunto: quem são os nossos melhores clientes hoje? Quem está em segundo lugar? E os pequenos que começam a crescer, estamos olhando para eles com atenção?
O mercado é dinâmico. Não existe espaço para acomodação. O resultado que parece ótimo hoje pode não se repetir amanhã. Cabe a nós, empresários e empreendedores, manter os olhos abertos, buscar alternativas e investir no fortalecimento da nossa equipe. Assim como o Brasil precisa diversificar mercados para crescer, nós precisamos diversificar clientes para garantir a sustentabilidade e a expansão dos nossos negócios.
Essa é a reflexão que trago: quem são nossos clientes e como estamos nos relacionando com eles? A resposta a essa pergunta pode ser decisiva para o futuro da nossa empresa.
*Roberto Carvalho de Almeida, conhecido como Lebrinha é empresário em Cuiabá.













