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29 de Janeiro de 2016, 08h:45 - A | A

OPINIÃO /

Avaliação necessária

Peemedebistas e tucanos estão trabalhando para indicar o candidato a vice-prefeito na chapa Mauro Mendes

LOUREMBERGUE ALVES

Lourembergue Alves  é professor universitário e analista político em Cuiabá.

Lourembergue Alves é professor universitário e analista político em Cuiabá.

LOUREMBERGUE ALVES



Ano político-eleitoral. Cresce, então, a movimentação de partidos, políticos e pessoas que almejam serem candidatos, ao lado dos que buscam a reeleição, ou trabalham pelo êxito de seus cabos eleitorais.

Rotina de sempre, cujo roteiro é o mesmo de muito tempo. Tanto que as grandes siglas apostam nas eleições de 2016 para se fortalecerem, com vistas à disputa presidencial de 2018. É esta a notícia estampada, dias destes, na mídia nacional.

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Aparecem à frente, claro, PMDB, PSDB e o PT. Estes deverão ter candidatos na maioria das capitais dos Estados.

Quadro importante e necessário que seja avaliado e analisado. Não apenas pelas lideranças partidárias, mas em especial pelos analistas e, igualmente, por eleitores, os quais não podem continuar alheios às coisas do jogo político-eleitoral, até para não se verem mais e mais distanciados dos negócios públicos.

Negócios que são, ou deveriam ser colocados em discussão também em épocas de eleições.

Os peemedebistas têm, hoje, o maior número de prefeitos. Estes, porém, em sua maioria, se encontram em pequenas cidades. Partem, agora, a conquista das prefeituras das capitais e das grandes cidades.

Em algumas destas, cogitam alianças com o PSDB, a exemplo de Maceió, onde o governador Renan Filho (PMDB) fala em apoiar a reeleição do prefeito Rui Palmeira (PSDB); enquanto em João Pessoa, os tucanos podem apoiar a candidatura do deputado federal Manoel Júnior (PMDB), ou com os peemedebistas a ajudarem uma possível postulação do peessedebista Ruy Carneiro.

Em Cuiabá, vale acrescentar, tal parceria parece não ser cogitada. Pelo menos por ora. Até porque nem sempre o que é decidido na cúpula nacional partidária é seguido pelos Diretórios regionais e municipais.

É nítida, portanto, a vontade de alguns tucanos cuiabanos em terem candidato próprio.

Esta pretensão faz parte do plano do PSDB nacional, que almeja disputar em dezenove capitais - quinze das quais com ‘novos nomes‘ e em quatro, com recandidaturas.

Cogitam-se, por parte de outros peessedebistas locais, também aliar-se ao PSB. Tudo para ganhar mais e mais espaços, buscando o fortalecimento para 2018.

É bom lembrar, por outro lado, que os interesses dos Diretórios municipais, e até regionais, muitas vezes vão em direção oposta aos dos interesses da nacional. Isto vale tanto para o PMDB como para o PSDB.

Estas agremiações, em Cuiabá, possuem um plano ‘B‘, ou seria plano ‘A‘. Isto porque nenhuma delas, até agora, conta com um nome à altura que a disputa pela prefeitura cuiabana exige.

Por isso, peemedebistas e tucanos, separadamente, é claro, estão trabalhando para indicar o candidato a vice-prefeito na chapa Mauro Mendes. O que tem provocado ciumeiras e desejos particulares de seus filiados.

Aliás, nesta semana, um site do Estado veiculou uma entrevista com o secretário estadual de Educação, e ele se colocou como pretendente a disputa da prefeitura, sob o argumento de que este ‘é um sonho de consumo‘, e o ‘governador tem 72% de aprovação‘.

O secretário, na verdade, está de olho é na possibilidade de ser o escolhido para a candidatura à vice. Posto bastante cobiçado por tucanos e peemedebistas.

É isto. 

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