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18 de Dezembro de 2013, 09h:54 - A | A

OPINIÃO /

As influências externas

Não fique parado na esquina da vida, esperando que o ontem seja o orientador da escolha de novos caminhos

WILSON CARLOS FUÁH



A vida fica sem sentido e sem direção quando ficamos na dependência de orientadores de rotinas e senhores das nossas decisões. Hoje as pessoas estão enfraquecendo as suas decisões e o seu poder de escolha, porque ficam a procura de semi-mestres, que se apresentam como orientador da vida, que disparam frases repetitivas, tipo Coaching, ou mesmo um definidor de escolha em forma de guia das suas ações, tipo assim: Personal.

Não fique parado na esquina da vida, esperando que o ontem seja o orientador da escolha de novos caminhos. O passado é apenas um grande arquivo que está cheio de lições de felicidades e tristezas, de sucessos e de derrotas, por isso não fique dirigindo o seu futuro olhando pelo retrovisor, porque o passado nunca mais voltará.

O futuro representa um estágio incerto, a sua conquista depende do primeiro passo e da vontade de seguir sempre enfrente, dando passos seguros e levantando a cabeça porque o tesouro que procura, não está no chão, e sim lá no alto, onde a fé fez morada, o homem de Nazaré foi o mais poderoso homem que passou por este mundo, e mesmo assim era o mais humilde de todos. Entendo que é através das conquistas das coisas mais simples, é que conseguimos entender a magia da vida.

Os livros de “auto-ajuda”, não lhes darão a garantia de sucesso por antecipação, pois o profeta do seu futuro é a sua própria força de vontade, é nela que está instalada o forte sentimento de vencedor, tenha certeza que todas as futuras realizações estão situadas no plano invisível, e querer conquistar ou realizar um objetivo é acima de tudo entender os estágios passados e presentes da sua vida, porque ninguém viverá a sua vida por você.

Perceba que em todos os momentos, aquilo que chamamos de destino, está a lhe oferecer uma vaga de aprendiz na escola da vida. Em todos os momentos recebemos orientações poderosas, mas por serem silenciosas, não conseguimos ouvi-las. Às vezes não pressentimos os fatos que podem ocorrer contra ou a nosso favor, porque somos transformados em escravos das nossas rotinas desnecessárias.

Não devemos deixar que as influências externas tome conta das nossas decisões, é por isso que existem pessoas perdidas pelo meio do caminho ou deitadas nos divãs tentando organizar os pensamentos permutados por falta de amor próprio e as vezes até impróprios.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relação Sociais.

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