LOUREMBERGUE ALVES
Vive-se hoje em um período que antecede ao período das convenções partidárias.
Período também importante. Pois, neste, ocorrem às conversas que darão sustentação as prováveis alianças partidárias, e é igualmente o momento em que os pretensos candidatos tentam viabilizar seus próprios nomes, em especial os que pretendem disputar a chefia do Executivo.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
E estes, em tempos das redes sociais, não perdem tempo: gritam, esperneiam e oferecem ‘soluções‘ a uma série de problemas reinantes na cidade. Fazem-no como se estivessem apresentando receitas de bolo, confundindo as coisas, evidentemente.
Além, é claro, de eleger o atual prefeito como alvo para todas as suas pedradas. Aliás, é exatamente isso que fazem o deputado Valtenir Pereira e o ex-juiz Julier.
Estes dois, inclusive, não economizam palavras para atacar a administração do prefeito de Cuiabá. Usam até os mesmos termos, a exemplo de quando disseram em textos, publicados nos sites, que o ‘Mauro Mendes é um prefeito ausente‘, que se ausentou inclusive no dia de aniversário da Capital.
Vejam (e) leitores, os artigos intitulados ‘Pra quem ainda duvida‘, do ex-juiz (08/06), e ‘liderança partidária se conquista‘, do deputado (06/07). Neste último, o prefeito é acusado de não ser um político de partido, pois jamais participou de movimentos dentro do PSB.
Em uma entrevista concedida ao MidiaNews, Julier se coloca contrário ao instituto da reeleição, sob a argumentação de que a ‘reeleição sempre foi muito prejudicial à Cuiabá‘.
Afirmação sem qualquer fundamento. O ex-juiz sabe disso. Mas se posicionou assim para dizer que ‘o prefeito ausente por quatro anos‘, caso seja reeleito, ‘se ausentará daqui a dois anos‘ para a disputa de 2018, repetindo ‘o anterior, Wilson Santos‘, ‘que hoje baliza‘ a sua ‘candidatura‘.
O atual prefeito transformou-se e continuará sendo alvo dos ataques oposicionistas. É natural que assim seja. Sempre foi deste modo. Não apenas para a disputa pela cadeira de prefeito, mas a de governador e a de presidente da República.
O ex-juiz Julier e o deputado Valtenir Pereira repetem a antiga e suada toada. Ambos, porém, parecem ignorar que o êxito de uma corrida que tem como objetivo conquistar a chefia do Executivo também depende de outros fatores, e entre estes aparecem à lista de apoiadores (importantes, mas não os únicos).
Estes se juntam ao candidato com o fim de formarem uma coligação ou aliança, a qual lhe dará maior visibilidade e maior possibilidade de conquistas de votos.
O Julier tem dificuldades, ou pelo menos tem demonstrado essa dificuldade para a construção de uma aliança forte em torno de si.
Igualmente se percebe com relação ao deputado Valtenir. Ainda que se saiba que o PT e o PCdoB lhe possam contribuir nesta tarefa.
Uma candidatura igualmente carece de um esboço de planos de ação. Isto com vistas a atacar os reais problemas que transformam em refém a cidade e a imensa maioria de seus habitantes.
Nem o Julier, tampouco o Valtenir fala a respeito do dito esboço (embora se saiba que é cedo para tudo).
Ignorar isso é, na verdade, dificultar-lhes as próprias campanhas.
É isto.
LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e analista político.









