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02 de Dezembro de 2016, 10h:29 - A | A

NACIONAL / TRIBUTAÇÃO

Setor atacadista expõe preocupações ao governo e AL com a reforma tributária

Na última quarta-feira (30), representantes do setor se reuniram com governador Pedro Taques, juntamente com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), para expor a preocupação do setor com a reforma tributária.

DA REDAÇÃO



Mato Grosso vem perdendo arrecadação, emprego e renda no setor atacadista e distribuidor com a entrada de empresas de outros estados.Esta é a análise que vem sendo apresentada pelo Sindicato do Comercio Atacadista e Distribuidor de Mato Grosso (SINCAD-MT) e Associação Mato-grossense dos Atacadistas e Distribuidores (AMAD), junto aos representantes da Assembleia Legislativa e Governo do Estado durante as discussões sobre a Reforma Tributária.

 

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De acordo com o presidente do SINCAD, Sérgio José Gomes, o setor vem tentando dialogar com a Assembleia e Governo no sentido de demonstrar o impacto econômico. “Estamos visitando os deputados, apresentando os números do setor, levando ao conhecimento deles como funciona a operação atacadista e de distribuição junto ao varejo”, disse.

O comércio atacadista e distribuidor é o principal canal de abastecimento do varejista, principalmente em gêneros de consumo básico como alimentos, limpeza e higiene pessoal. “O setor atacadista e distribuidor, por essência, é aquele agente intermediário entre a indústria e comercio do varejo na qual atende diretamente o consumidor final”, ressaltou o presidente da entidade.

Segundo os dados apresentados há uma concorrência desleal e desigual com os atacadistas de Estados vizinhos por conta da carga minorada como em Goiás 3%, Tocantins 1%; Distrito Federal 1%; Mato Grosso Do Sul 1%,Pará 1%. “Essa é a chamada Guerra Fiscal que existe e está longe de ser resolvida”, argumentou Sérgio José Gomes. 

 

Atualmente a carga do setor mato-grossense é de 8,1% sobre entrada, o que, permite ainda manter um equilíbrio por conta de uma vantagem logística. Mesmo assim os municípios próximos das fronteiras estaduais são praticamente abastecidos pelo comércio atacadista de fora. “Eles conseguem invadir nosso Estado, nós não temos a mínima condição de concorrer com eles”, concluiu Gomes.

Do faturamento total das empresas atacadistas mato-grossenses, 98,8% são dentro do próprio Estado, e explorando apenas 41% do potencial do mercado Varejista no Estado, os outros 59% são vendas comercializadas pelos atacadistas de fora estes são dados coletados pelo setor. Conforme a Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (ABAD), consta nos levantamentos estatísticos e divulgados pela Revista “Distribuição” apenas uma única empresa do Estado de Goiás fatura mais que as 60 empresas atacadistas e distribuidoras de Mato Grosso. 

Na última quarta-feira (30), representantes do setor se reuniram com governador Pedro Taques, juntamente com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), para expor a preocupação do setor com a reforma tributária. Na oportunidade, o governador deixou claro que não é seu desejo prejudicar o setor, e que até julho/2017, estarão sendo discutidas e finalizadas as leis setoriais, das quais o setor Atacadista estará inserido. 

 

O presidente da AMAD, João Carlos Sborchia, também se manifestou favorável à Reforma tributária pelo emaranhado número de regras da atual legislação e que a torna confusa e insegura. “Porém, esperamos que a reforma não resulte em aumento de carga tributária, uma vez que não há espaço mais para repasses. Basta observar a queda de consumo da população”, finalizou Sborchia.

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