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12 de Novembro de 2016, 07h:55 - A | A

NACIONAL / COMBINADO COM ANTIVIRAL

Pesquisa aponta que droga usada contra Alzheimer pode proteger fetos do zika

O teste inicialmente será produzido apenas nos Estados Unidos, mas poderá ser importado e rotulado no Brasil em cerca de 30 dias.

Divulgação

Os primeiros dados dos testes com humanos devem sair no início de 2017.

Os primeiros dados dos testes com humanos devem sair no início de 2017.

EXTRA GLOBO



Uma droga usada há anos para controlar o Alzheimer se mostrou promissora, em estudos com animais, para evitar o efeito devastador do vírus zika no sistema nervoso central de fetos, durante a gestação. A pesquisa, desenvolvida pelo professor Mauro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi apresentada nesta quarta-feira, no Simpósio Internacional de Zika, que acontece na Academia Nacional de Medicina, no Centro do Rio.

— Não se trata de um antiviral. Esse fármaco impede a doença, ou seja, a morte neuronal, reduzindo o dano no cérebro. O ideal é que ele seja combinado a um antiviral, quando se desenvolver um. Mas ainda precisamos de mais testes para comprovar sua segurança em gestantes e eficácia — ressaltou Teixeira.

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Com testes mais avançados, uma vacina de DNA contra o zika desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos também mereceu destaque no evento organizado pela Fiocruz.

Segundo a cientista da UFRJ Leda Castilho, que participa do grupo de pesquisa nos Estados Unidos, a vacina começou a ser testada em humanos no dia 3 de agosto:

— Os resultados obtidos em macacos foram muito bons, com 94% protegidos. Os primeiros dados dos testes com humanos devem sair no início de 2017.

Esta semana, a Fiocruz Bio-Manguinhos conseguiu a liberação da Anvisa para comercializar um teste rápido de zika, que pode identificar, em 20 minutos, se o paciente está com o vírus ou se o contraiu em algum momento da vida.

O teste inicialmente será produzido apenas nos Estados Unidos, mas poderá ser importado e rotulado no Brasil em cerca de 30 dias. Posteriormente, ele poderá ser fabricado no país.

O Ministério da Saúde informou que comprou 3,5 milhões de testes semelhantes do laboratório público Bahiafarma e que eles estarão disponíveis a partir deste mês na rede pública.

De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria estadual de Saúde, entre 1º de janeiro a 11 de outubro deste ano, foram notificados 65.393 casos suspeitos de zika no estado do Rio, com três mortes registradas no primeiro semestre. Desde o início do monitoramento, até o último dia 29 de outubro, 145 casos de microcefalia associados a infecções congênitas foram confirmados no estado. Outros 387 casos de microcefalia estão em investigação para definição das causas e 264 foram descartados, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.



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