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23 de Fevereiro de 2021, 09h:31 - A | A

NACIONAL / POR GOLPES EM COMPRAS

Motoboys de aplicativos de comida depredam casa e carro de morador

Imagens mostram motociclistas de Bauru derrubando portão da garagem e vandalizando carro neste domingo (21). Segundo entregadores, homem aplicava golpes para não ter de pagar pelas compras; polícia diz que não foi registrado boletim de ocorrência.

Reprodução

Homem aplicava golpes para não pagar compras.

Homem aplicava golpes para não pagar compras.

G1



Um grupo de motociclistas que trabalham com entregas para aplicativos de comida invadiu uma casa e depredou o carro de um morador de Bauru (SP) neste domingo (21). Um vídeo publicado nas redes sociais mostrou a ação. (assista aqui)

Nas imagens, é possível ver que mais de uma dezena de motoboys se reuniram em frente a uma residência na região do Jardim Brasil. Os entregadores derrubaram o portão da garagem e, em seguida, entraram no local e vandalizaram o veículo.

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Em postagens nas redes sociais, motoboys disseram que o morador da casa é um cliente que aplica golpes para não pagar pelas compras. De acordo com eles, para fazer isso o homem registrava nos aplicativos que não havia recebido os pedidos, apesar de as entregas terem ocorrido.

Em razão disso, entregadores teriam sido impedidos de fazer novas entregas. À TV TEM, o delegado Eduardo Herrera afirmou que não foi registrado boletim de ocorrência.

O que dizem os aplicativos

 

Em nota, o aplicativo de entrega iFood afirmou que repudia qualquer ato de violência e que deverá abrir apuração sobre o episódio.

A empresa disse no comunicado que "trabalha constantemente para dar mais clareza sobre sua política de desativação de usuários e que essa medida só é tomada quando há descumprimento dos termos e condições de utilização da plataforma, como casos de extravio, fraudes de pagamento e cessão de contas a terceiros".

O iFood afirma que os motoboys não têm acesso às avaliações feitas individualmente pelos clientes. É possível visualizar apenas a quantidade total de avaliações e o teor (positivo ou negativo).

A empresa informa que “está à disposição para colaborar com a investigação do caso e aguarda mais informações das autoridades responsáveis para apurar internamente e tomar as providências cabíveis”.

Também em nota, o Rappi informou que os bloqueios na plataforma são restritos ao não cumprimento dos Termos e Condições previamente informados no momento do cadastro.

 

A empresa afirma também que os motoboys não têm acesso aos nomes dos usuários que fazem as avaliações das entregas, sejam elas positivas ou negativas. “O processo é completamente sigiloso e apenas o time interno do Rappi pode visualizar as informações”, diz o comunicado.

Já o Sindimoto, sindicato que representa os trabalhadores do setor em Bauru e região, afirmou em nota que repudia "atos de vandalismo praticados contra patrimônio público ou privado de qualquer natureza bem como racismo e de apologia à violência".

A entidade diz que, se identificar algum de seus membros filiados entre os participantes da invasão, fará o "desligamento imediato".

 

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