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28 de Dezembro de 2020, 08h:05 - A | A

NACIONAL / DOENTIO

‘Ficou o tempo todo olhando para o corpo’, diz testemunha sobre engenheiro que matou juíza

Viviane foi morta enquanto entregava as filhas para passar a noite de Natal com o pai.

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EXTRA GLOBO
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A Justiça do Rio determinou o bloqueio de R$ 640 mil encontrados em contas bancárias do engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos, que matou a facadas sua ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral, de 45, na véspera do Natal. O objetivo da decisão, tomada pelo juiz João Guilherme Chaves Rosas Filho no sábado, durante o plantão judiciário, é impedir que o dinheiro possa ser enviado para o exterior: o autor do feminicídio tem cidadania italiana e, mesmo preso, teria condições de fazer transferências por meio de terceiros.

O valor passa a ficar disponível para o sustento das três filhas do casal, que estão com a avó materna. As meninas, com idade entre 7 e 9 anos, presenciaram o crime, ocorrido na Barra. Os processos de bloqueio das contas e de concessão da guarda definitiva das crianças para a mãe de Viviane estão sendo acompanhados pelo advogado Alexandre Flexa, contratado pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro para dar assistência à família.

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Ontem pela manhã, o EXTRA localizou duas testemunhas do feminicídio, que lembraram os momentos que o antecederam e os subsequentes. Uma delas contou que viu Paulo José com uma mochila nas costas minutos antes de Viviane chegar de carro com as três filhas para encontrá-lo.

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