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18 de Novembro de 2013, 14h:10 - A | A

NACIONAL / MENSALÃO

Ex-advogado de Duda Mendonça visita José Dirceu na cadeia

Segundo Kakay, ex-ministro \'estava bem-humorado e muito lúcido\'.

G1
DA REDAÇÃO



O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, também conhecido como Kakay, que conseguiu a absolvição do publicitário Duda Mendonça e da sócia dele, Zilmar Fernandes, no julgamento do mensalão, visitou nesta segunda-feira (18) o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

 Kakay disse que foi à penitenciária atendendo a um pedido do defensor titular de Dirceu no mensalão, José Luis de Oliveira Lima, e para "ver o amigo". 

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 "Foi um pedido do advogado dele. Fui também conversar como amigo, queria ver como ele está. Discutimos questões profissionais", afirmou. 

 De acordo com Kakay, José Dirceu, que vestia o uniforme azul, padrão da prisão, estava "bem-humorado e muito lúcido, conversando sobre todos os assuntos, e bem, dadas as circunstâncias".
Eles ficaram frente a frente, separados por um vidro, por aproximadamente meia hora, em um parlatório da ala federal da Papuda. 

 O ex-ministro foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por formação de quadrilha e corrupção ativa. Ele ingressou com embargos infringentes no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a condenação pelo crime de formação de quadrilha. Se excluído esse crime, a pena diminuirá para 7 anos e 11 meses. Enquanto o recurso não é julgado, cumpre a pena em regime semiaberto. O Supremo deve julgar os infringentes no ano que vem.

 Dirceu é um dos 12 condenados que tiveram a prisão determinada na última sexta-feira (15) pelo Supremo Tribunal Federal. Dos 12, oito estão na Penitenciária da Papuda (Dirceu, o deputado José Genoino, Marcos Valério e mais cinco), dois na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (Katia Rabello e Simone Vasconcelos) e um fugiu para a Itália (Henrique Pizzolato). 

 Nesta segunda, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, deve expedir mandados de prisão para mais sete condenados.

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