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02 de Abril de 2015, 21h:25 - A | A

JUDICIÁRIO / SÉTIMA FASE DA ARARATH

Vice-presidente do TRF nega HC e mantém Éder preso em Cuiabá

A informação foi dada pelo advogado de Moraes, Ronan Oliveira, em entrevista por telefone ao RepórterMT.

RepórterMT

Segundo Oliveira, a desembargadora não teria visto problemas na questão dos imóveis pertencentes a Éder Moraes.

Segundo Oliveira, a desembargadora não teria visto problemas na questão dos imóveis pertencentes a Éder Moraes.

DA REDAÇÃO



A vice-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, Neuza Maria Alves da Silva, que estava de plantão nesta quinta-feira (2), negou o Habeas Corpus feito pela defesa do ex-secretário de Estado, Éder Moraes.

A informação foi dada pelo advogado de Moraes, Ronan Oliveira, em entrevista por telefone ao RepórterMT.

Segundo Oliveira, a desembargadora não teria visto problemas na questão dos imóveis pertencentes a Éder Moraes. Ainda segundo ele, o problema pode ter ocorrido com os veículos. Nesta sexta-feira (3), os advogados de Éder Moraes voltam a se reunir para definir novas estratégias para tentar liberar o ex-homem forte dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB).

De acordo com Ronan Oliveira, a defesa pode novamente entrar com uma outra medida no TRF ou buscar um novo HC no Superior Tribunal de Justiça, também em Brasilia.

OPERAÇÃO ARARATH SÉTIMA FASE

Éder foi preso na manhã desta quarta-feira (1) dentro da sua mansão no condomínio de luxo Florais do Lago, na saída do Distrito da Guia, em Cuiabá.

Os agentes federais estavam descaracterizados e usaram uma BMW, também descaracterizada, para efetuar a prisão de Moraes na sétima fase da Operação Ararath.

Ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal e foi ouvido pelo delegado do setor de Inteligência Marco Aurélio Favere.

O inquérito dessa investigação está sendo conduzido pela delegada do mesmo setor, Heloísa Alves de Albuquerque Favere.

Marco Aurélio Favere afirmou que Éder Moraes constantemente estava transferindo bens de alto valor como terrenos e carros de luxo para nomes dos próprios filhos e também, outros parentes, na maioria menores de idade, além de integrantes da família do agiota Valdir Piran.

Aurélio destacou que a ‘manobra’ tinha a intenção de ocultar os bens para não serem bloqueados pela Justiça Federal. “Foi identificado que o investigado (Éder) continuava movimentando o patrimônio de forma proposital. A previsão é que ele tenha que devolver cerca de R$ 100 milhões à Justiça”, destacou.

O delegado explicou que a audácia de Éder era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre no valor abaixo de mercado. “Ele estava vendendo terrenos em residenciais de luxo por R$ 50 mil”, explicou.

De acordo com o delegado, a Justiça já determinou que os respectivos cartórios, onde houve as transações, bloqueiem os bens. “Estamos identificados veículos e imóveis que serão arrestados junto aos cartórios”, falou.

Sobre os ‘laranjas’, o delegado disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Além de constituírem crimes próprios, tais condutas também violam decisão judicial que concedeu liberdade provisória a um dos investigados. 

PRESO NA QUINTA FASE

Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.

O ex-secretário chegou a ficar mais de dois meses presos no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi transferido para Cuiabá. Na capital, Éder ficou preso por mais uns 20 dias.

Moraes é réu juntamente com a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, o gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e ainda o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes.

 

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