KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Em um julgamento que durou mais de 12 horas, o caseiro Anastácio Marafon, de 54 anos, apesar de réu confesso, foi inocentado pela morte do então patrão dele, o ex-secretário de Infraestrutura do governo Blairo Maggi (PMDB), Vilceu Machetti.
No julgamento, a defesa do caseiro sustentou que, antes dele atirar no ex-secretário, Marchetti disparou primeiro, contra Anastácio, com uma espingarda.
O advogado Oscar Cesar Ribeiro Travassos Filho alegou legítima defesa, mas o Ministério Público Estadual (MPE), que havia denunciado e pronunciado o réu, por homicídio qualificado, sustentou a tese de que ele matou com este propósito, de forma premeditada o que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima, como destacou o promotor do caso Natanael Fiúza.
Mediante a sentença, o juiz Murilo Moura Mesquita, que presidiu o Tribunal do Júri, determinou a expedição do alvará de soltura de Anastácio, que respondeu pelo crime no presídio do Capão Grande, em Várzea Grande.
O ex-secretário foi assassinado em julho de 2014 com dois tiros, um no peito e outro na cabeça.
À época do crime, o caseiro estava trabalhando há apenas duas semanas na fazenda Mar Azul, que o ex-secretário arrendava de um de seus sócios.
Especulou-se à época crime por encomenda.
O caso é controverso e o Tribunal do Júri, embora tenha reconhecido a materialidade e a autoria do crime, não se sentiu seguro para condenar.
Em depoimento à Polícia, o caseiro argumentou que a mulher dele estava reclamando de assédio do ex-secretário, que teria passado a mão nas nádegas dela, por isso como marido irritado reagiu atirando. O MPE nunca aceitou esta tese.
No julgamento, a defesa do caseiro mudou a versão e sustentou que, antes dele atirar no ex-secretário, Marchetti disparou primeiro, contra Anastácio, com uma espingarda.
No entanto, o corpo de Marchetti foi encontrado na cama, indicando que ele teria sido surpreendido, já pronto para dormir, com os disparos.
Anastácio disse ao juiz que, no dia do crime, só estava armado porque morava longe da casa principal e no trecho entre as duas residência havia mato e animais pelo caminho.
O caso é controverso e chamou a atenção do
o fato do Tribunal do Júri, embora tenha reconhecido a materialidade e a autoria do crime, não ter se sentido seguro para condenar.
A lei criminal diz que a dúvida deve beneficiar o réu.
Outra coisa que chamou a atenção do
é que o réu, embora seja caseiro de fazenda, contratou forte equipe de advogados para defendê-lo.
O julgamento foi realizado no Fórum de Santo Antônio do Leverger.
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João Cuiabano 10/07/2015
Pelo título entendo que o caseiro está morto há um ano...ou o ex-secretário?
1 comentários