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Éder está tranquilo e aguarda pacientemente a decisão do desembargador, que não tem um prazo legal para julgar o HC.
DA REDAÇÃO
O advogado do ex-secretário de Estado, Éder Moraes, Ronan Oliveira, disse ao RepórterMT, na manhã desta segunda-feira (13), que não existe ainda nenhuma novidade sobre a análise do pedido de Habeas Corpus feito pela defesa no Tribunal Regional Federal.
O desembargador Mário César Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), é o responsável por julgar o Habeas Corpus impetrado pela defesa de Moraes, que está preso no anexo do Carumbé em Cuiabá desde o dia primeiro de abril.
De acordo com Oliveira, que tem contato diário com Éder, seu cliente está tranquilo e aguarda pacientemente a decisão do desembargador, que não tem um prazo legal para julgar o HC.
O pedido de liberdade foi impetrado um dia depois de sua prisão, na quinta-feira (2), quando saiu detido da sua mansão no condomínio de luxo Florais do Lago, na saída do Distrito da Guia, em Cuiabá.
OPERAÇÃO ARARATH 7
Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Os agentes federais estavam descaracterizados e usaram uma BMW, também descaracterizada, para efetuar a prisão de Moraes na sétima fase da Operação Ararath.
Ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal e foi ouvido pelo delegado do setor de Inteligência Marco Aurélio Favere.
O inquérito dessa investigação está sendo conduzido pela delegada do mesmo setor, Heloísa Alves de Albuquerque Favere.
Marco Aurélio Favere afirmou que Éder Moraes constantemente estava transferindo bens de alto valor como terrenos e carros de luxo para nomes dos próprios filhos e também, outros parentes, na maioria menores de idade, além de integrantes da família do agiota Valdir Piran.
Aurélio destacou que a ‘manobra’ tinha a intenção de ocultar os bens para não serem bloqueados pela Justiça Federal. “Foi identificado que o investigado (Éder) continuava movimentando o patrimônio de forma proposital. A previsão é que ele tenha que devolver cerca de R$ 100 milhões à Justiça”, destacou.
O delegado explicou que a audácia de Éder era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre no valor abaixo de mercado. “Ele estava vendendo terrenos em residenciais de luxo por R$ 50 mil”, explicou.
De acordo com o delegado, a Justiça já determinou que os respectivos cartórios, onde houve as transações, bloqueiem os bens. “Estamos identificados veículos e imóveis que serão arrestados junto aos cartórios”, falou.
Sobre os ‘laranjas’, o delegado disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Além de constituírem crimes próprios, tais condutas também violam decisão judicial que concedeu liberdade provisória a um dos investigados.
PRESO NA QUINTA FASE
Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.
O ex-secretário chegou a ficar mais de dois meses presos no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi transferido para Cuiabá. Na capital, Éder ficou preso por mais uns 20 dias.
Moraes é réu juntamente com a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, o gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e ainda o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes.
CPI DA COPA NA ASSEMBLEIA
Eder foi notificado na última sexta-feira (10) com ato de convocação para contribuir na condição de testemunha, com os trabalhos de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa. Conforme a notificação, o depoimento está marcado para a próxima quarta-feira, dia 15 de abril às 14h, no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa.
O requerimento para a convocação da testemunha foi aprovado na última sessão de trabalho da CPI, na última terça-feira (7), que também aprovou depoimentos do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado estadual José Riva.

















