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31 de Outubro de 2026

06 de Abril de 2015, 10h:14 - A | A

JUDICIÁRIO / ÉDER MORAES NA CADEIA

TRF deve definir relator para analisar pedido de HC feito por defesa

Éder foi preso na manhã da última quarta-feira (1) dentro da sua mansão no condomínio de luxo Florais do Lago, na saída do Distrito da Guia, em Cuiabá.

RepórterMT

Defesa acredita que relator do TRF pode soltar Éder Moraes

Defesa acredita que relator do TRF pode soltar Éder Moraes

DA REDAÇÃO



O advogado Ronan Oliveira, que faz a defesa do ex-secretário de Estado, Éder Moraes, em conversa com o RepórterMT, na manhã desta segunda-feira (6), disse que aguarda a redistribuição do pedido de soltura do seu cliente no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília.

Ele explicou que após a vice-presidente do TRF, Neuza Maria Alves da Silva, que estava de plantão nesta quinta-feira (2), negar o Habeas Corpus, esse recurso volta a ser redistribuído para um novo desembargador da Corte, para nova apreciação.

Segundo Oliveira, esse relator deve ser conhecido ainda nesta segunda-feira (6). O advogado de Moraes disse assim que ele tomar conhecimento do pedido de HC o relator pode decidir pela soltura ou manter a prisão do ex-secretário.

OPERAÇÃO ARARATH SÉTIMA FASE

Éder foi preso na manhã da última quarta-feira (1) dentro da sua mansão no condomínio de luxo Florais do Lago, na saída do Distrito da Guia, em Cuiabá.

Os agentes federais estavam descaracterizados e usaram uma BMW, também descaracterizada, para efetuar a prisão de Moraes na sétima fase da Operação Ararath.

Ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal e foi ouvido pelo delegado do setor de Inteligência Marco Aurélio Favere.

O inquérito dessa investigação está sendo conduzido pela delegada do mesmo setor, Heloísa Alves de Albuquerque Favere.

Marco Aurélio Favere afirmou que Éder Moraes constantemente estava transferindo bens de alto valor como terrenos e carros de luxo para nomes dos próprios filhos e também, outros parentes, na maioria menores de idade, além de integrantes da família do agiota Valdir Piran.

Aurélio destacou que a ‘manobra’ tinha a intenção de ocultar os bens para não serem bloqueados pela Justiça Federal. “Foi identificado que o investigado (Éder) continuava movimentando o patrimônio de forma proposital. A previsão é que ele tenha que devolver cerca de R$ 100 milhões à Justiça”, destacou.

O delegado explicou que a audácia de Éder era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre no valor abaixo de mercado. “Ele estava vendendo terrenos em residenciais de luxo por R$ 50 mil”, explicou.

De acordo com o delegado, a Justiça já determinou que os respectivos cartórios, onde houve as transações, bloqueiem os bens. “Estamos identificados veículos e imóveis que serão arrestados junto aos cartórios”, falou.

Sobre os ‘laranjas’, o delegado disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Além de constituírem crimes próprios, tais condutas também violam decisão judicial que concedeu liberdade provisória a um dos investigados. 

PRESO NA QUINTA FASE

Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.

O ex-secretário chegou a ficar mais de dois meses presos no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi transferido para Cuiabá. Na capital, Éder ficou preso por mais uns 20 dias.

Moraes é réu juntamente com a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, o gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e ainda o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes.

 

 

 

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