FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
Por conta de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, pode voltar a qualquer momento para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Essa decisão cassou o habeas corpus que mantinha o ex-braço forte da gestão passada fora da prisão. Eder é réu pela Ararath e já tem uma condenação de 69 anos e três meses de prisão por fazer parte de um grupo que teria desviado dos cofres públicos aproximadamente R$ 500 milhões.
Em dezembro do ano anterior o ex-secretário foi preso pela Polícia Federal por ter violado por 92 vezes a tornozeleira eletrônica, queo monitora em prisão domiciliar, fato que impedia que as autoridades soubessem os locais que ele estaria frequentando. Depois disso, já em maio deste ano, Eder conseguiu liberdade por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tofolli.
A PF aponta que o grupo de Eder pagava de forma administrativa dívidas que o Estado tinha com credores há mais de 10 anos. Para efetuar tais pagamentos, o grupo exigia a metade do dinheiro de volta
Eder nem bem tinha comemorado a liberdade e o juiz federal Jeferson Schneider revogou a decisão que havia o colocado livre, após reanalisar seu pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal, no dia 3 de junho deste ano. Já no dia 24 do mesmo mês o ex-secretário ganhou a liberdade novamente, desta vez em uma decisão do desembargador federal Cândido Ribeiro. A última medida aplicada a Eder previa, além do uso da tornozeleira outras restrições, como horário pré-determinados para chegar em casa e privação de frequentar certos ambientes.
Eder é apontado como líder de um grupo de agentes públicos e políticos que estavam inseridos em um esquema que desviava vasta quantia de dinheiro dos cofres públicos. Entre os esquemas, a PF aponta que o grupo de Eder pagava de forma administrativa dívidas que o Estado tinha com credores há mais de 10 anos. Para efetuar tais pagamentos, o grupo exigia a metade do dinheiro de volta, de forma que o beneficiário desta devolução fosse o Bic Banco que Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, tinha conta. Mendonça tomava empréstimos em seu nome que depois era pago com esses valores.


















