MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O ex-governador Silval Barbosa, o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes, que está preso desde o dia 1º de abril e o ex-presidente da extinta Agecopa, Yenes Magalhães, foram intimados pelo juiz Luís Aparecido Bertolucci para informar se resta alguma prova a ser produzida quanto à ação popular, proposta pelo Movimento de Combate à Corrupção (MCCE), que visa invalidar todos os atos e contratos celebrados por eles na direção da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa)
De acordo com a ação, os atos são considerados ilegais e lesivos ao patrimônio público devido aos gastos excessivos apontados nos contratos da Agecopa.
Além disso, foram ressaltadas inconsistências na contratação das empresas responsáveis pela execução das obras que seriam preparatórias para a Copa do Mundo 2014. O MCCE alega que houve prática de conduta ilegal por parte dos acusados, portanto pede a invalidação dos atos e contratos tidos como lesivos ao patrimônio público.
Conforme despacho anterior do juiz Bertolucci a ação está bem representada e o caso deve ser julgado.
TRISTE LEGADO
A extinta Agecopa começou os trabalhos sendo gerida pelo ex-prefeito de Rondonópolis, atual deputado federal, Adilton Sachetti (PR). Sachetti não durou muito tempo no cargo, já que, segundo apurou o RepórterMT com fontes ligadas à gestão da Agência, antes de virar Secopa, foi "fritado" dentro do governo Silval Barbosa (PMDB) após um conflito de egos de diretores, aliado ao interesse de grandes grupos econômicos.
Adilton, segundo relatos, não concordaria em fazer obras que estavam fora da matriz de responsabilidade da Copa. A ideia era fazer os centros de treinamento (que até hoje não ficaram prontos), a arena dos jogos e reformar o aeroporto.
Sachetti, então, acabou caindo do cargo e o que se viu depois foi um festival de pirotecnia. Bilhões de reais desperdiçados em obras duvidosas e projetos mirabolantes que nunca saíram do papel. As cidades de Cuiabá e Várzea Grande foram contempladas com um pacote de 56 abras de reestruturação urbana, inclusive o VLT que, se concluídos, levariam a Grande Cuiabá ao nível das melhores e mais modernas cidades do país e do continente. Porém, ao contrário disso, o que se vê, hoje, é o retrato do caos e abandono das obras, causados pela ganância de gestores aliada à falta de planejamento e respeito com o dinheiro público.


















