DA REDAÇÃO
Está nos autos do processo. A juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, diz que o ex-governador Silval Barbosa influenciava as ações do procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (Chico Lima). Silval está preso no Primeiro Batalhão do Corpo de Bombeiros, na Capital. Um HC pode sair ainda nesta quinta-feira (24), segundo a assessoria do ex-governador. Segundo as investigações era Chico Lima quem funcionava como uma espécie de lavanderia do dinheiro sujo.
A magistrada acrescenta que Silval assinou decretos ilegais para conceder incentivos fiscais, junto com os ex-secretários Marcel Souza Cursi (Fazenda) e Pedro Nadaf (Casa Civil) e chama Silval de conivemte com o esquema.
“Os indícios da participação de cada um dos representados nos fatos em apuração são, portanto, fortíssimos, inclusive quanto ao ex-governador", diz trecho na decisão que mandou prender Silval
“A inclusão de Silval Barbosa como chefe da organização criminosa não vem apenas de conjecturas: além de conceder o benefício do Prodeic às empresas de João Batista, coisa que apenas a ele cabia, Silval Barbosa também foi o subscritor do Decreto Estadual n.° 2691/2014, juntamente com Pedro Jamil Nadaf”, diz trecho da decisão que mandou prender Silval Barbosa. A juíza diz ainda que SB é suspeito de articular politicamente para evitar prejuízo às empresas favorecidas.
O empresário João Batista Rosa, dono da Tractor Parts, disse que pagou R$ 2,6 milhões em propina para não perder o incentivo. “Os indícios da participação de cada um dos representados nos fatos em apuração são, portanto, fortíssimos, inclusive quanto ao ex-governador Silval da Cunha Barbosa, que, ao que tudo indica, era o chefe, o mandante, o mentor e o maior beneficiário da fraude praticada”, complementa a decisão judicial.
Além da Tractor Parts outra empresa muito citada é a JBS Friboi. Em depoimento, o ex-secretário Eder Moraes, havia declarado que um crédito tributário de R$ 73 milhões concedido ao grupo JBS Friboi foi em troca de propina. O dinheiro sujo teria ido para o grupo de Silval, com o irmão dele, Toninho Barbosa, além do empresário Wanderley Torres, dono da Trimec Construções.
Rosa declarou na CPI da Sonegação Fiscal, na Assembleia Legislativa, que o ex-secretário Pedro Nadaf entrou em contato lhe prometendo apoio político para evitar prejuízos, quando o nome da empresa foi citado na Comissão.
“Fique tranquilo vamos resolver estou indo na casa de Silval para entrar no circuito", disse. “Essa afirmação é recentíssima, foi feita há menos de um mês, o que indica que o investigado Silval, ainda que não mais exerça o cargo de governador, tem se utilizado de sua influência política para consertar as falcatruas de seu grupo político”, afirma a magistrada.


















