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De acordo com a denúncia os acusados usavam factoring para lavar o dinheiro e abastecer o caixa 2 das campanhas eleitorais.
DA REDAÇÃO
Denunciado na “Operação Ararath”, por suposto esquema de lavagem de dinheiro e demais crimes contra o sistema financeiro, e agora sem foro privilegiado, o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) ingressou esta semana com petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar possível desmembramento do inquérito que está na mesa do relator, ministro Dias Tóffoli. O desmembramento pode tornar a vida de Silval, como a do ex-deputado José Riva.
A defesa do ex-governador pretende convencer à Justiça sob a alegação de que em junho de 2014, o relator do processo, ministro Dias Tóffoli, se manifestou contrário a pedido de um dos investigados para dividir a ação. Outra questão é que a própria Corte também rejeitou o desmembramento.
A preocupação do peemedebista começou em junho passado, quando o ministro decidiu por ofício dividir o inquérito policial de acordo com o foro privilegiado de cada um dos suspeitos, no período a Procuradoria-Geral da República (PGR) também optou pela divisão das investigações como forma de facilitar o andamento do processo, como está sem mandato eletivo à ação, assim como de José Riva e Éder Moraes, irá primeiramente, tramitar em Mato Grosso, o que ex-governador não quer de jeito algum. Neste caso, apenas o senador Blairo Maggi (PR), também investigado na operação tem a prerrogativa no STF.
O nome de Silval apareceu nas investigações da Polícia Federal após o agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, afirmar em delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF), no ano passado, que realizava empréstimos financeiros a grupos políticos desde 2003.
De acordo com a denúncia os acusados usavam factoring para lavar o dinheiro e abastecer o "caixa 2" das campanhas eleitorais. Os valores teriam sido usados até para a compra de vaga do conselheiro aposentado, Alencar Soares, no Tribunal de Contas do Estado, ocupada hoje pelo ex-deputado estadual Sérgio Ricardo.
Nos autos, a defesa do ex-governador pretende convencer à Justiça sob a alegação de que em junho de 2014, o relator do processo, ministro Dias Tóffoli, se manifestou contrário a pedido de um dos investigados para dividir a ação. Outra questão é que a própria Corte também rejeitou o desmembramento.
No ano passado, época que ainda era chefe do Executivo estadual, Silval chegou a ser detido, após a PF cumprir mandado de busca e apreensão em seu apartamento, no bairro Três Américas, em Cuiabá, onde encontrou uma arma de fogo, a qual tinha o porte vencido. O peemedebista teve que pagar fiança de R$ 100 mil para ser liberado.

















