DA REDAÇÃO
A Polícia Federal (PF) desencadeou, sem alarde, na manhã desta quarta-feira (22) a oitava fase da Operação Arararath.
Com a determinação do juiz federal Jeferson Schneider, da 5° Vara Federal de Mato Grosso, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em uma agência bancária em Cuiabá, na rua Barão de Melgaço. De acordo com informações repassadas ao
o alvo da PF teria sido a agência do BIC Banco.
Outro mandado de busca e apreensão também havia sido expedido para a sede do BIC Banco em São Paulo, mas devido ao êxito da operação na capital cuiabana, o mandado não foi cumprindo.
A operação investiga um esquema bilionário de desvio de dinheiro público através de empréstimos fraudulentos com bancos e agiotas, envolvendo diversos políticos mato-grossenses. Nas agências, a PF recolheu dezenas de caixas com documentos e computadores.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Polícia Federal, quatro policiais federais à paisana, sob o comando da delegada Heloísa Alves de Albuquerque Faveri, participaram da ação. A delegada assumiu as investigações no lugar do Wilson Rodrigues de Souza Filho que foi transferido para a direção da PF em Brasília (DF).
ARARATH
Desde que foi deflagrada a “Ararath” já apresentou sete denúncias criminais contra envolvidos na participação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro, entre eles, o ex-secretário Estado de Fazenda e Casa Civil, Éder Moraes, preso no Centro de Custódia de Cuiabá desde 1° de abril deste ano. Existem ainda pelo menos mais 11 inquéritos em segredo de Justiça que está sob tutela do Ministério Público Federal (MPF), no qual terá novas sentenças em breve.
Segundo a denúncia do MPF, Eder de Moraes Dias arquiteou um esquema para utilizar os empréstimos clandestinos com o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior - Júnior Mendonça - a mando e no interesse de investigados com prerrogativa de foro deve ser investigado na instancia extraordinária. A empresa da mulher de Eder Moraes, Laura Dias teria recebido R$ 45,5 mil de Júnior Mendonça em 24 de junho de 2009.
O superintendente do Banco Industrial e Comercial (Bic Banco), o contador Luiz Carlos Cuzziol, chegou ser preso durante a 5ª fase da Operação Ararath, no dia 20 de maio de 2014, mas foi colocado em liberdade cinco dias depois. Ele foi preso por força de mandado de prisão temporária no Centro de Custódia de Cuiabá, instalado no bairro Centro América, conforme confirmação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).
Há suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro beneficiando políticos do Estado. A instituição bancária é investigada pela concessão de empréstimos fraudulentos em Mato Grosso em atendimento aos interesses do ex-secretário de fazenda, Eder Moraes entre os anos de 2009 e 2010.


















