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14 de Agosto de 2015, 15h:46 - A | A

JUDICIÁRIO / RUMO AOS 137 DIAS

Justiça de MT não é notificada e Éder pode passar mais uma noite na cadeia

Apesar do STF ter determinado nesta quinta-feira (13) pela soltura dele, a Justiça Federal de Mato Grosso ainda não teria sido oficialmente comunicada e para que o réu seja liberado é necessária a assinatura do juiz da 5ª Vara local, Jeferson Schneider.

RepórterMT

O réu não tem permissão para deixar o Centro de Custódia de Cuiabá após as 18h.

O réu não tem permissão para deixar o Centro de Custódia de Cuiabá após as 18h.

RAFAEL SOUSA
DA REPORTAGEM



O principal réu da Operação Ararath, Éder Moraes pode passar mais uma noite preso, no Centro de Custódia, de Cuiabá, onde está detido desde o dia 1 de abril deste ano.

A Justiça Federal de Mato Grosso ainda não teria sido oficialmente comunicada e para que o réu seja liberado é necessária a assinatura do juiz da 5ª Vara local, Jeferson Schneider.

De acordo com os advogados de defesa de Eder, apesar do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado nesta quinta-feira (13) pela soltura dele, a Justiça Federal de Mato Grosso ainda não teria sido oficialmente comunicada e para que o réu seja liberado é necessária a assinatura do juiz da 5ª Vara local, Jeferson Schneider.

Aos jornalistas, o advogado Ronan de Oliveira afirmou que ainda tem a esperança de que essa comunicação chegue até às 17h e que Éder possa ser solto até as 18h desta sexta-feira, pois após este horário, só permitida a liberação de presos do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, caso haja solicitação durante o horário de expediente.

O advogado afirmou que ainda tem a esperança de que essa comunicação chegue até às 17h e que Éder possa ser solto até as 18h desta sexta-feira, pois após este horário, não é permitida a liberação de presos do Sistema Penitenciário de MT

Éder recebeu a notícia de que o STF havia acatado seu habeas corpus, ainda na noite de ontem, o que segundo o advogado o deixou muito feliz.

 

O advogado não soube informar sobre as medidas protetivas que podem ser aplicadas a Éder Moraes, como o uso de tornozeleira eletrônica, neste período em que ele irá responder seus processos em liberdade.

Assim que libertado, o réu da Ararath deve seguir direto para casa, no condomínio de luxo Florais dos Lagos, onde a esposa e os filhos o aguardam.

A previsão dele é de que o ex-secretário seja solto do Centro de Custódia de Cuiabá no período da tarde. “Ele vai direto para casa (no condomínio de luxo Florais dos Lagos), onde a mulher e os filhos o esperam”, informa o advogado.

Neste recurso que resultou em decisão favorável ao réu, a defesa de Éder Moraes foi ao STF reclamar da demora no Tribunal Regional Federal em julgar pedido de soltura semelhante.

Éder foi preso na sétima fase da Operação Ararath, por determinação do juiz Schneider, acatando pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Na Ararath, é investigado por comandar um suposto esquema de crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro, que beneficiaria políticos de Mato Grosso.

 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo criminoso, por intermédio de instituições financeiras clandestinas, realizou diversos empréstimos de altas somas, inclusive financiamento de campanhas eleitorais usando transações através da factoring, do agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça.

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