FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
O juiz Jefferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, condenou o ex-secretário de Estado Eder Moraes e o ex-secretário-adjunto, Vivaldo Lopes, a 12 anos e 8 anos, respectivamente, de prisão em uma ação derivada da Operação Ararath pelo crime de lavagem de dinheiro.
A decisão do magistrado, que foi proferida na segunda-feira (22), também determina o pagamento de multa e devolução de R$ 520 mil aos cofres públicos.
O magistrado ainda determinou que contra Eder Moraes fosse aplicado 40 dias-multa, o que representa R$ 35 mil, e para Vivaldo 72 dias-multa valor que pode passar dos R$ 63 mil.
Conforme o processo, os R$ 520 mil que terão que ser devolvidos foi recebido pelo ex-secretário por meio de um banco clandestino através da empresa Brisa Assessoria, de propriedade de Vivaldo Lopes. O valor foi utilizado, segundo o Ministério Público Federal (MPF), no esquema de lavagem de dinheiro em que Eder é apontado como sendo o operador.
Lopes nega que tenha participação no esquema, dizendo que somente emprestou suas contas para que Eder pudesse movimentar dinheiro, utilizado à época, para pagar dívidas contraídas pelo Mixto Esporte Clube, que tinha o ex-secretário como presidente. O ex-adjunto chegou a pedir perícia para provar a destinação dos recursos e assim se livrar de uma condenação.
No entanto, tal pedido que fez com que o processo fosse desmembrado. Nos autos ainda estavam arrolados o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol, e a esposa de Eder, Laura Tereza da Costa Dias, como réus.
Com mais essa condenação Eder já soma 81 anos de prisão. Ele já foi condenado a outros 69 anos de reclusão.


















