DA REDAÇÃO
Delator da Operação Ararath, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, dono da rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo e da Globo Fomento Mercantil, empresa utilizada para desviar cerca de R$ 500 milhões durante os governos de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), devolveu R$ 8 milhões aos cofres públicos, como parte de seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
Até o final do ano, ele deverá devolver mais R$ 4 milhões. De acordo com o MPF, como ainda existem processos em andamento e diversos bens sequestrados sendo avaliados, a perspectiva é de que o valor a ser devolvido aumente.
Até o final do ano, ele deverá devolver mais R$ 4 milhões. De acordo com o MPF, como ainda existem processos em andamento e diversos bens sequestrados sendo avaliados, a perspectiva é de que o valor a ser devolvido aumente.
A Operação Ararath teve início em 2013 e, após mais de dois anos de investigações conjuntas entre o MPF e a Polícia Federal, foi dada como conclusa pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na última quarta-feira (4).
Além do dinheiro devolvido por Mendonça Júnior, a Força Tarefa da operação conseguiu, junto à Justiça Federal e o Supremo Tribunal Federal, a indisponibilização de quase R$ 500 milhões durante o período de diligências. Parte dos recursos recuperados foram destinados à realização de programas sociais em escolas públicas e privadas de Mato Grosso. Também serão destinados recursos ao Grupo de Investigações Sensíveis (Gise) da Polícia Federal.
A força-tarefa da Ararath ofereceu 17 denúncias nas oito fases da operação em que atuou. A primeira ação penal proposta pelo grupo resultou na sentença de 69 anos de prisão do ex-secretário-chefe da Casa Civil Éder Moraes. A operação também resultou na instauração de 56 procedimentos extrajudiciais, como rastreamento de bens, apuração de atos de improbidade administrativa e infrações penais.



















Muniz 07/05/2016
Este deveria comer cadeia junto com os demais, a delação não faz dele 'bandido vip', ou faz? Com a palavra o Judiciário de Mato Grosso.
1 comentários