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Ex-secretário Éder Moraes é acusado, pelo MInistério Público, de intermediar transações financeiras ilegais.
KEKA WERNECK
RAFAEL DE SOUSA
Uma das testemunhas de defesa não foi encontrada e o juiz Jefferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, cancelou a audiência em que ia ouvir, nesta quinta-feira (2), Éder Moraes e os irmãos advogados Kleber Tocantins e Alex Tocantins, réus em ação penal derivada da Operação Ararath.
Schneider redesignou a audiência para 9 de julho de 2015.
Éder e os dois irmãos advogados são acusados pelo Ministério Público (MPF) de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que liberou R$ 19 milhões à empresa Hidrapar.
Éder e os dois irmãos advogados são acusados pelo Ministério Público (MPF) de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que liberou R$ 19 milhões à empresa Hidrapar. Segundo o MPE, depois de efetuar os pagamentos parte deste valor retornava para as mãos dos acusados que efetuavam pagamentos de dividas eleitorais.
Este é um dos seis processos que o ex-secretário dos governos de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Éder Moraes responde, dentro da Operação Ararath, que o aponta como lobista e intermediador de transações financeiras ilegais.
O advogado de Éder, Ronan de Oliveira, afirma que dos seis processos quatro estão entrando em fase final.
Éder está preso desde 1 de abril no Centro de Custódia de Cuiabá, anexo do antigo presídio do Carumbé, onde ficam detentos com curso superior.
O advogado Ronan diz que esteve com Éder, na prisão, nesta segunda-feira (29). "O estado de espírito dele é tranquilo. O lugar é muito tranquilo. Não tem nada que esteja ocorrendo dentro da unidade que mereça ser noticiado", resume.
O advogado Ronan diz que esteve com Éder, na prisão, nesta segunda-feira (29). "O estado de espírito dele é tranquilo".
Nesta terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a soltura do réu.
Confira quais são os processos da Ararath envolvendo o ex-secretário.
ÉDER E OS IRMÃOS TOCANTIS
A Justiça Federal já tomou os depoimentos do procurador do Estado, João Virgílio Nascimento Sobrinho, do ex-secretário de Estado de Fazenda, Edmilson dos Santos e do conselheiro do Tribunal de Contas, Luiz Henrique Moraes de Lima, entre outros, nos meses de março e junho.
Neste período Éder e os advogados pediram para ao juiz a absolvição por não haver requisitos legais, porém o magistrado negou.
Neste processo, o juiz está quase encerrando as oitivas das testemunhas e réus.
Para o MPF, Éder Moraes, os advogados Kleber Tocantins e Alex Tocantins combinavam o pagamento do precatório na ordem de R$ 19 milhões, em benefício da empresa Hidrapar Engenharia Civil Ltda, em troca eles receberiam uma propina de R$ 5 milhões para movimentar o caixa do grupo político de Eder.
Foi neste período que os irmãos decidiram cobrar do governo de Mato Grosso uma dívida pela prestação de serviços para uma empresa estatal de saneamento básico, a extinta Sanemat.
ÉDER, LAURA E CUZIOL
Neste processo, Éder responde junto com o superintendente do BicBanco, Luiz Carlos Cuzziol, e a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, por lavagem de dinheiro e crime contra a ordem financeira.
O ex-secretário é acusado de fazer transações com Cuzziol, que era diretor regional do BicBanco, para trazer quantias vultuosas a políticos locais, através de uma conta aberta em nome da factoring do agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnuior, o Júnior Mendonça.
A mulher de Éder foi envolvida no caso, porque através da empresa dela o ex-secretário movimentou dinheiro de forma ilegal.
Este processo está em fase de alegações finais. “O juiz deve abrir vistas ao Ministério Público dar parecer e, na sequência, sentenciar”, explica o advogado de Éder.
ÉDER E VIVALDO LOPES
Este processo também já está em fase de alegações finais.
Ambos respondem por crime de lavagem e ocultação de bens.
No período em que Eder de Moraes ocupava a cadeira de secretário de Fazenda, de fevereiro de 2008 a março de 2010, Vivaldo Lopes Dias era o secretário-adjunto da pasta.
No período em que Eder de Moraes ocupava a cadeira de secretário de Fazenda, de fevereiro de 2008 a março de 2010, Vivaldo Lopes Dias era o secretário-adjunto da pasta.
Conforme investigações da Polícia Federal foram transferidos R$ 520 mil à empresa Brisa Consultoria e Assessoria, que era do então secretário Vivaldo Lopes.
Lopes nega envolvimento no caso. Éder vem confirmando que ele nada tem a ver com o esquema.
ÉDER E RODOLFO
Este processo está em suspenso porque um dos réus, o empresário Rodolfo Aurélio Borges de Campos, ex-sócio da Encomind Engenharia, Comércio e Indústria Ltda. está alegando que não tem condições de saúde mental para ser processado. O argumento é depressão.
Borges responde com Éder por crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológica.
ÉDER E MARTELLI
Este processo está no início.
Éder responde junto com o empresário dono do grupo Martelli Transportes, Genir Martelli, por lavagem de dinheiro.
O ex-secretário fala em uma “engenharia tributária” que criaram para o pagamento de R$ 25 milhões à factoring Globo Fomento Mercantil, de propriedade do empresário Junior Mendonça, delator da Ararath.
O ex-secretário fala em uma “engenharia tributária” que criaram para o pagamento de R$ 25 milhões à factoring Globo Fomento Mercantil, de propriedade do empresário Junior Mendonça, delator da Ararath.
ÉDER E SABOIA
Este processo foi extinto pelo juiz Schneider.
Isso porque o empresário José Geraldo Sabóia de Campos, um dos investigados pelos crimes apurados na operação Ararath, réu junto com Éder, acusados de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, aceitou ser delator.
Além disso, tem mais de 70 anos de idade.

















