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21 de Agosto de 2015, 20h:36 - A | A

JUDICIÁRIO / "CASA NOVA"

Juiz autoriza e Roseli troca presídio feminino por cela no batalhão dos Bombeiros

Roseli tem curso superior, é formada em direito, e não há em Cuiabá um presídio feminino especial.

Reprodução

Roseli Barbosa foi presa, nesta quinta-feira (20), em seu apartamento em São Paulo, pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Roseli Barbosa foi presa, nesta quinta-feira (20), em seu apartamento em São Paulo, pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Roseli Barbosa, será transferida do Presídio Feminino Ana Maria do Couto May para uma cela no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, no bairro do Porto, em Cuiabá, por decisão juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Vara de Execuções Penais da capital.

O pedido havia sido feito pelo o advogado de defesa, Ulisses Rabaneda, no início da tarde desta sexta-feira (21), porque Roseli tem curso superior, é formada em direito, e não existe em Cuiabá um presídio feminino especial, a exemplo do Centro de Custódia onde ficaram presos ex-secretário também do governo Silval, Eder Moraes e José Riva (PSD), ex-deputado.

No fim da tarde de hoje (21), ocorreu vazamento de uma imagem que seria suposta foto da ex-primeira dama com uniforme do presídio e numeração de registro de entrada. Ainda não foi possível confirmar a veracidade da imagem. O rigime atual determinado na ficha como "fechado" não bate com o caso de Roseli que está presa provisoriamente. 

Roseli

No fim da tarde de hoje ocorreu vazamento de uma foto suposta que mostra ex-primeira dama com uniforme do presídio e numeração de registro de entrada. Seria uma ficha de qualificação do interno.

A ex-secretária da Setas e esposa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Roseli Barbosa foi presa, nesta quinta-feira (20), em seu apartamento em São Paulo, pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é a Polícia do MPE. Além da ex-primeira-dama, também estão detidos na segunda fase da Operação Arqueiro, a Ouro de Tolo, Rodrigo de Marchi, servidor da Setas, Nilson da Costa, intermediário entre os servidores, e o empresário colaborador, e Sílvio Cesar Correa Araújo, ex-chefe de Gabinete de Silval.

Há outros 31 acusados de envolvimento na transação ilegal. Todos vão responder por crimes de constituição de organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos.

O ESQUEMA

Investigações realizadas pelo Gaeco revelam que 40% do valor desviado nas fraudes da Setas ficavam com a acusada de liderar a organização, Roseli Barbosa. Outros 36% eram devolvidos aos empresários envolvidos no esquema e 24% eram entregues a Nilson da Costa, empresário do ramo de transportes, e Rodrigo de Marchi, ex-assessor de Roseli.

De acordo com o Gaeco, a primeira fase da fraude consistiu na criação fictícia de instituições privadas sem fins lucrativos para executarem convênios de demandas vinculadas ao fomento do trabalho e assistência social. Esses convênios seriam firmados com institutos de fachada.

Na Setas, investigadores do Gaeco encontraram provas de superfaturamento em serviços executados sem contrato e com qualidade duvidosa.

Segundo o MPE, na hora de receber os valores pelos serviços, os envolvidos recebiam propinas.

 

 

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