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05 de Dezembro de 2014, 19h:28 - A | A

JUDICIÁRIO / MATOU DONO DO ADRIANO

Ex-vigia não comparece a audiência; Justiça define se aceita tese de homicídio qualificado ou simples

Advogado disse que acusado, que tem mandado de prisão preventiva contra ele, pensava em se entregar, mas minutos antes da audiência, desistiu.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



O ex-vigia da Brinks Segurança, Alexandro Abílio Farias, de 25 anos, continua foragido. Ele não compareceu no Fórum de Cuiabá, no fim da tarde desta quinta-feira (4), para a audiência de instrução do assassinato de Adriano Henrique Maryssael de Campos, de 73 anos, dono do restaurante Adriano, que ficava na Avenida Getúlio Vargas, região central de capital. 

A vítima foi morta com três tiros, há mais de três anos, na porta giratória do banco Itaú, na Avenida Carmindo de Campos, região central de Cuiabá.

Ao RepórterMT, o advogado do réu confesso, Neyman Monteiro, explicou que Abílio, que tem um mandado de prisão preventiva contra ele, pensava em se entregar, mas minutos antes da audiência, desistiu.

Segundo a defesa, após o depoimento de ambas as partes, o processo vai para outra fase, onde o Ministério Público Estadual (MPE) e a defesa vão oferecer as ‘partes’ finais do caso.

Em seguida, o juiz Murilo Moura Mesquita, da 14ª Vara Criminal irá decidir se vai aceitar o indiciamento do réu, pelo homicídio qualificado ou simples. “Acredito que isso só aconteça após o carnaval, a partir de março de 2015. O processo ainda terá outras fases, para ocorrer o júri popular, onde por fim, o Abílio deve comparecer”, destacou.

Para Neyman, o objetivo da defesa é ‘quebrar’ a tese do MPE, que denunciou Abílio por homicídio qualificado. Sendo que a pena para o crime pode chegar a 16 anos de prisão. Abilio teria premeditado o crime já que teria travado a porta giratória do banco parar atirar na vítima.  

No entanto, segundo o advogado, a gerente da agência bancária afirmou, em depoimento, que o controle que Abílio carregava, no dia do crime, não tinha a função para travar a porta. 

Com isso, o criminoso seria indiciado por homicídio simples e participaria do próprio julgamento em liberdade. Já que a pena máxima para o crime é de 9 anos e por isso, poderia se beneficiar com o regime semiaberto

Já o advogado da família de Adriano, Flávio Bertin, afirmou também ao RepórterMT, que espera que o juiz aceite a denúncia do MPE contra o acusado, pelo crime de homicídio qualificado. Já que as imagens do circuito de segurança da agência bancária mostrou claramente a forma brutal como o crime ocorreu.

“Não importa quaisquer alegações que a defesa possa vir a fazer, nada justifica a brutalidade do crime. Na audiência, a gente ainda esperava que o acusado se entregasse, mas o advogado dele entendeu que não tinha que apresenta-lo. Agora passou a fase das oitivas da testemunha de acusação e defesa e o processo está na ‘mão’ do juiz”, explicou.

O CRIME 

Semanas depois do crime, Abílio chegou de prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao delegado da época, Antônio Garcia. No depoimento, ele confessou o crime e disse que matou Adriano porque, diversas vezes, a vítima o teria o chamado de ‘preto’ e ‘preguiçoso’ Após o depoimento, o ex-vigia foi liberado. No entanto, meses depois, após a Justiça decretar a prisão preventiva, o acusado fugiu.

Reprodução

bandido

Adriano foi morto na porta giratória do banco Itaú, de Cuiabá.

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