MAYARA MICHELS
DA REDAÇÃO
O ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, conhecido como Chico Lima, terá que usar tornozeleira eletrônica, assim que retornar ao Brasil. Ele se aposentou no ano passado e, hoje, mora no Canadá com a família. Chico Lima é um dos investigados na Operação Sodoma, desencadeada esta semana Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR).
Além da Sodoma, Lima é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de participar de suposto esquema que teria desviado R$ 12 milhões dos cofres públicos de MT. O uso da tornozeleira foi determinado pela juíza Selma Arruda, a mesma que já mandou prender José Riva, Eder Moraes, Pedro Nadaf, Marcel Cursi e Silval Barbosa.
Lima também é investigado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. O alvo da investigação, em sigilo de justiça é o pagamento de R$ 12 milhões feito pelo Estado, em 2009 a uma empreiteira, por obra feita em Cáceres em 1980.
Além da Sodoma, Lima é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de participar de suposto esquema que teria desviado R$ 12 milhões dos cofres públicos de MT. O uso da tornozeleira foi determinado pela juíza Selma Arruda
O MPE começou a desconfiar de Chico Lima por causa da aquisição de bens com valores incompatíveis com o salário de procurador, como um apartamento no Rio de Janeiro e veículos de luxo, que totalizariam cerca de R$ 20 milhões. A mulher e as filhas dele seriam “laranjas” no processo. Tanto o ex-procurador quanto a mulher e os filhos tiveram seus sigilos quebrados este ano, a pedido do MPE e autorizado pela juíza Célia Vidotti.
Operação Sodoma
As ações são realizadas pelo grupo operacional do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), força-tarefa permanente composta pela Delegacia de Combate à Corrupção, Ministério Público Estadual, Secretaria de Fazenda de Mato Grosso e Procuradoria Geral do Estado, com apoio do Sistema de Inteligência do Estado.
Os ex-secretários de estado, no Governo de Silval Barbosa, Marcel Cursi (Sefaz) e Pedro Nadaf (Casa Civil) foram presos na terça-feira (15) acusados de fraudes em concessão de incentivos fiscais. O ex-governador também tevem mandado de prisão expedido, mas conseguiu fugir. Também estão sendo cumpridos mandados de prisão, de busca e apreensão, e medidas cautelares de monitoramento eletrônico e condução coercitiva. Ontem, oito pessoas, entre elas, familiares de Nadaf foram conduzidos coercitivamente para depor.
O secretário-geral do Cira, promotor Fábio Galindo, informa que a operação ocorre no curso da investigação criminal iniciada há mais de quatro meses e está amparada em robusto acervo de provas da participação dos investigados e mediante minuciosa análise de dados e de documentos, dentro das mais modernas técnicas de Inteligência. O secretário-geral informa ainda que agentes policiais estão agindo nos estritos termos da Lei e em cumprimento à ordem judicial expedida pela Vara de Combate ao Crime Organizado de Cuiabá.
O nome da operação é uma referência à cidade de Sodoma, que foi destruída em razão dos elevados níveis de corrupção praticada pelos seus moradores. Após 10 horas de depoimento, Nadaf d Cursi foram levados para o Centro de Custódia, anexo ao antigo Carumbé.


















