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05 de Novembro de 2014, 14h:58 - A | A

JUDICIÁRIO / MODELO FALIDO

Estado “corre atrás” de 37 débitos fiscais de ICMS do extinto mercado; dívida pode passar de R$ 100 milhões

A crise no grupo teve início em 2008, mas somente se consolidou em 2012 quando não conseguiu renegociar 40% das dívidas bancárias.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O Governo do Estado de Mato Grosso publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (5), a cobrança de 37 débitos fiscais de ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação) do extinto Supermercado Modelo.

O Grupo Modelo era composto pelas empresas Bom Dia Comércio, Importação e Exportação Ltda., ABS Distribuição de Alimentos Ltda., Supermercado Modelo Ltda. e Transportadora Modelo Ltda.

O grupo atuou no Estado por 30 anos, e declarou falência em setembro deste ano. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Fazenda (Sefaz), o valor dos débitos com o Estado estão sob sigilo fiscal e não serão liberados para consulta pública, mas segundo fontes do RepórterMT, a dívida passaria de R$ 100 milhões. 

Consciente da incapacidade de quitação do imposto, a Sefaz já admite anexar os débitos no rol das dívidas ativas. O Aviso de Cobrança da Conta Corrente Fiscal tem prazo de 30 (trinta) dias para ser sanado pelos representantes legais.

O Grupo Modelo era composto pelas empresas Bom Dia Comércio, Importação e Exportação Ltda., ABS Distribuição de Alimentos Ltda., Supermercado Modelo Ltda. e Transportadora Modelo Ltda. A dívida estimada com 81 credores é superior a R$ 180 milhões.

A crise no grupo teve início em 2008, mas somente se consolidou em 2012 quando não conseguiu renegociar 40% das dívidas bancárias, o que colocou a empresa em estágio de inadimplente com as instituições bancárias.

Assim, o Grupo Modelo perdeu o acesso a crédito paulatinamente no segundo semestre de 2012, “afetando drasticamente o fluxo de caixa, ocasionando o inadimplemento do Grupo Modelo, com os fornecedores de mercadoria, colocando-o em um circulo vicioso, pois afetou o abastecimento de produtos para revenda nas unidades de varejo”. 

Em abril de 2013, o grupo entrou com um pedido de recuperação judicial, mas de acordo com o processo, as ações movidas por bancos credores foram responsáveis pelo impacto mais “feroz" à saúde” de caixa dos supermercados do grupo, que entrou, no dia 1º de setembro, na Vara Especializada de Falência, Recuperação Judicial e Cartas Precatórias de Cuiabá com pedido de falência.

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