CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
A justiça de Mato Grosso irá leiloar na próxima quarta-feira (13), a partir das 14 horas, a mansão do empresário Celson Luiz Duarte Bezerra, avaliada em R$ 2,5 milhões. Bezerra foi alvo da oitava fase da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal. Ele está preso desde o dia 26 de novembro de 2015, no Centro de Ressocialização de Cuiabá.
No entanto, a casa de sua propriedade será leiloada para pagar uma dívida referente a um processo que responde na 5ª Vara Cível da Capital, onde figura como réu por estar devendo, desde junho de 2006, R$ 60 mil para o advogado Renato de Perboyre Bonilha, referente a honorários advocatícios.
O imóvel possui área de 2.680 metros quadrados, sendo 1.150 m² de área construída em alvenaria e laje e coberta com telhas pan. A casa está dividida em sete quartos (sendo quatro suítes), três cozinhas, dois salões, sete banheiros, piscina, churrasqueira, área de serviço, sauna, campo de futebol society, estúdio para piano, garagens e jardins. Os acabamentos são feitos com piso de granito e pintura grafiada.
A residência ainda é dotada de muro com cerca elétrica em todo o seu redor, guarita, portão eletrônico e câmeras de segurança. “No momento em que fora feita a avaliação, apresentava-se em excelente estado de conservação”, diz parte do despacho.
A praça será realizada no auditório do Fórum de Cuiabá, localizada no Centro Político Administrativo. A primeira praça será no dia 13 de abril, às 14 horas. Caso o imóvel não seja arrematado neste dia, haverá o segundo leilão no dia 27 de abril, também às 14h.
De acordo com a assessoria do Fórum, na primeira praça somente serão aceitos lances a partir do valor da avaliação judicial. Não havendo lances em primeira praça, serão aceitos lances em segunda praça com valores a partir de 50% da avaliação.
“Laranja” de Eder Moraes
Celson Luiz Duarte Bezerra seria apenas conduzido coercitivamente pela Polícia Federal por ser suspeito de ser usado pelo ex-secretário de Estado como “laranja” para esconder sua vida luxuosa, apesar de estar com bens bloqueados pela Justiça e impedido de realizar transações financeiras.
No dia em que foi preso, Celson teria ouvido a campainha de sua casa tocar e, ao perceber que se tratava de policiais federais, entregou uma mochila de documentos para a empregada doméstica e mandou ela sair pela porta dos fundos.
No entanto, os policiais estavam em campana em volta da casa e surpreenderam a empregada com os documentos, que foram apreendidos e Celson acabou preso por tentar ocultar informações alvo das investigações da Polícia.
A Operação Ararath desarticulou uma organização criminosa que estaria adquirindo empresas em nome de terceiros e realizando os pagamentos por meio de instituições financeiras clandestinas.


















