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23 de Abril de 2015, 17h:11 - A | A

JUDICIÁRIO / SUSPEIÇÃO NEGADA

Eder tenta, mas não consegue afastar juiz que decretou sua prisão na Ararath

O ex-secretário responde a vários processos preso, no Centro de Custódia de Cuiabá.

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Éder Moraes foi preso na sétima etapa da Operação Ararath, que apura crimes financeiros

Éder Moraes foi preso na sétima etapa da Operação Ararath, que apura crimes financeiros

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



A defesa do ex-secretário de Estado, Éder Moraes (PMDB), que está preso há 23 dias acusado de lavagem de dinheiro, entrou com pedido de suspeição contra o juiz federal da Quinta Vara de Mato Grosso, Jeferson Schneider. O pedido, no entanto, foi negado pelo magistrado.

O advogado de Éder, Ronan de Oliveira, afirmou que algumas decisões do juiz desagradaram a defesa. Schneider foi o responsável, por exemplo, pela prisão do réu na Operação Ararath.

Ronan disse ao site que não pode revelar os reais motivos do pedido de afastamento do juiz porque o processo corre em segredo de justiça. “O processo está em segredo de justiça, por isso não posso revelar o que embasou nosso pedido, mas afirmo que foram decisões dadas pelo juiz que nos causaram estranheza”.

Éder foi denunciado pelo Ministério Público Federal por comandar um esquema de lavagem de dinheiro, junto ao superintendente do Bic Banco, usando uma conta bancária do agiota e dono da rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo, Júnior Mendonça, atualmente delator das investigações.

Ele fazia empréstimos junto a Júnior Mendonça, alegando atender o governador Silval Barbosa e também o senador Blairo Maggi (PR), este quando foi governador do estado.  No processo, Éder é apontado como “gerente“ do banco clandestino que operava no Estado.

O ex-secretário responde a vários processos preso, no Centro de Custódia de Cuiabá. Ele já ganhou a liberdade, mas voltou a ser detido após a PF descobrir que ele vinha movimentando bens, numa tentativa de ocultar montantes e posses.

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