CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Estado Eder Moraes voltou a figurar como réu em duas novas denúncias apresentadas, nesta semana, pelo Ministério Público Federal, decorrentes das investigações da Operação Ararath, que teve início em 2013. Ambas ações são analisadas pelo juiz federal Jeffeson Schneider.
Em uma das denúncias, Eder Moraes é acusado de crime contra o sistema financeiro nacional e está relacionada a outro processo que Eder responde juntamente com os empresários Genir Martelli, dono da Martelli Transportes, e Márcio Luiz Barbosa, originado no ano passado, onde são acusados de ocultação de bens e valores.
Na época, as investigações do MPF indicaram que os empresários teriam articulado o pagamento de altos valores suspeitos com Eder. Teriam sido concedidos ao menos R$ 192 milhões de incentivos fiscais para quatro empresas lideradas pelos acusados.
VENDA DE VAGA
A outra denúncia apresentada pelo MPF no último dia 19, acusa Eder Moraes e outras oito pessoas de corrupção ativa, entre elas o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-deputado José Riva, os ex-conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Alencar Soares Filho e Humberto Bosaipo, além de outras três pessoas supostamente ligadas ao esquema de compra de venda de vaga no TCE por R$ 4 milhões.
O esquema já havia sido denunciado pelo Ministério Público Estadual em 2014, quando foi pedida a anulação da posse de Sérgio Ricardo como conselheiro, pois teria ocorrido de forma fraudulenta, ou seja, comprada pelo grupo de Silval Barbosa do então conselheiro Alencar Soares. No ano passado, ação foi negada pela juíza Célia Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Popular, pois como conselheiro, Sérgio Ricardo só pode ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.
O esquema veio à tona por meio de declarações de Eder Moraes e do empresário Gércio Marcelino Mendonça, o Júnior Mendonça, que delataram a venda da vaga ao Ministério Público.
Segundo o MPE, o dinheiro que teria efetuado o pagamento teria sido originário do desvio de recursos públicos, passando por empréstimos bancários concedidos a construtoras, para dar legalidade a movimentação financeira.


















