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10 de Maio de 2016, 21h:03 - A | A

JUDICIÁRIO / DEPOIS DE 158 DIAS

Eder Moraes deixa Centro de Custódia e vai para mansão em condomínio de luxo

A defesa do ex-secretário, preso pela Polícia Federal na Operação Ararath, conseguiu convencer ministro de que prisão ocorreu de forma precipitada.

Reprodução

Eder deixa o Centro de Custódia, mas voltará a utilizar tornozeleira eletrônica.

Eder deixa o Centro de Custódia, mas voltará a utilizar tornozeleira eletrônica.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



O ex-secretário de Estado Eder Moraes acaba de deixar o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) e passará sua primeira noite em casa após 158 dias na prisão. Chegou por volta das 19 horas desta terça-feira (10), na 5ª Vara Federal, a decisão do ministro Dias Toffoli, que revogou a prisão de Eder, nesta segunda-feira (9).

Assim que o documento chegou na Justiça Federal de Cuiabá e o mandado de soltura foi expedido pelo juiz federal Jeferson Schneider, os advogados Ricardo Spinelli e Fabian Feguri, que defendem o ex-secretário, se dirigiram ao local para se certificar de que a soltura seria realizada de imediato.

Nesta segunda-feira, assim que a decisão de Toffoli foi divulgada, os advogados já se reuniram com Eder Moraes para dar a notícia. Segundo Fabian Feguri, “ele ficou bem animado, ficou bem contente. Quem não ficaria?”. Ainda de acordo com o advogado, no momento em que saiu da cadeia, Eder disse que "se sentiu injustiçado e que foi preso por um erro no equipamento da tornozeleira". 

Como neste horário o Fórum de Cuiabá já está fechado, Eder Moraes deve sair do Centro de Custódia e ir direto para sua casa, no condomínio de luxo Florais dos Lagos. Nesta quarta-feira (11), ele deve se dirigir ao fórum para colocar novamente a tornozeleira eletrônica, cujas 92 tentativas de violação foram o motivo de sua prisão, em dezembro do ano passado. No entanto, os advogados de Eder argumentaram no pedido de habeas corpus que antes de ser levado preso, Eder deveria ter sido ouvido para explicar o que havia de errado com o equipamento.

Além disso, também serão retomadas as demais medidas cautelares que ele cumpria antes de ir preso, que são a proibição de se comunicar com demais réus no caso da Operação Ararath e a proibição de sair de casa entre às 19h e às 7 horas da manhã.

Ararath

A operação Ararath, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, teve início em 2013 e investigou o desvio de R$ 500 milhões dos cofres públicos. O grupo que envolvia empresários e agentes públicos fazia os desvios por meios de empréstimos junto a instituições financeiras clandestinas. O dinheiro era pago por empreiteiras que tinham interesse em receber do Estado valores referentes à dívidas anteriores. Eder Moraes teria agido de dentro da Secretaria de Estado de Fazenda, que chefiou entre os governos de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB). Ele teria condicionado o pagamento dessas dívidas com empreiteiras mediante propina. Em primeira instância, ele já foi condenado a 69 anos de prisão. 

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