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04 de Dezembro de 2015, 09h:21 - A | A

JUDICIÁRIO / PRESO NA ‘ARARATH’ 10

Eder diz que não descumpriu normas e alega defeito em tornozeleira; ele é condenado a 69 anos

De acordo com a defesa, Eder Moraes “está aparentemente nervoso e surpreso pelos motivos que o levaram pela segunda vez a prisão”.

Reprodução

Eder é preso na

Eder é preso na "Operação Ararath" pela segunda vez.

RAFAEL DE SOUSA
KEKA WERNECK



O advogado Ricardo Spinelli, que faz a defesa do ex-secretário Eder Moraes, preso na 10° fase da “Operação Ararath”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (4), por violar 92 duas vezes os termos da utilização da tornozeleira eletrônica, rebateu a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que seu cliente tenha descumprindo as normas do equipamento. A detenção foi expedida pelo 5° Vara Federal em Mato Grosso.

Segundo Spinelli, o ex-secretário nunca foi informado pela Central de Monitoramento e Fiscalização da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), que havia cometido infração. “Eder disse que não descumpriu as normas. O que pode ter acorrido é o mau funcionamento do equipamento. Ele também não foi acionado [pelo monitoramento] de que o equipamento não estava funcionando”, defende o advogado.

O “ex-braço forte” das gestões Blairo Maggi (PMDB) e Silval Barbosa (PMDB) já deixou a sede da Polícia Federal, em Cuiabá, onde prestou depoimento e seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) onde passa por exame de corpo delito. Em seguida será encaminhado ao Centro de Custódia da Capital, onde também estão aliados políticos, como o ex-governador Silva, os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, além do ex-deputado José Riva.

Ainda de acordo com a defesa, Eder Moraes “estava aparentemente nervoso e surpreso pelos motivos que o levaram pela segunda vez à prisão”. O ex-secretário de Estado que ficou menos de quatro meses em liberdade, teve a preventiva revogada em agosto deste ano pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, em seguida foi condenado por 69 anos de prisão em regime fechado pelo juiz federal Jefferson Schneider. Mas com a prerrogativa de recorrer em liberdade.

O “ex-braço forte” das gestões Blairo Maggi (PMDB) e Silval Barbosa (PMDB) já deixou a sede da Polícia Federal, em Cuiabá, onde prestou depoimento e seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) onde passa por exame de corpo delito. Em seguida será encaminhado ao Centro de Custódia da Capital (anexo ao Carumbé), onde também estão presos ex-aliados políticos como o ex-governador Silval, os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, além do ex-deputado estadual José Geraldo Riva.

A 10° fase da ‘Ararath’ deflagrada na manhã desta sexta-feira (4) tem como finalidade apurar o desvio de cerca de R$ 313 milhões em recursos públicos do governo de Mato Grosso através da utilização de sistema financeiro clandestino.

Ao todo, estão sendo realizadas 47 medidas de busca e apreensão e 18 conduções coercitivas, conforme decisão judicial expedida pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso, nas cidades de Cuiabá (MT), Brasília (DF), Luziânia (GO), São Paulo (SP), Caraguatatuba (SP), Curitiba (PR) e Itapema (SC).

Os agentes federais também fizeram busca e apreensão na Factoring Piran Fomento Mercantil, do empresário Valdir Piran, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá. Piran, que já foi condenado por crime contra o sistema financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, além de ser acusado de cobrança ilegal e cárcere privado de um primo do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido em 2006), pode estar entre os conduzidos para prestar depoimento na sede da PF.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a Sejudh informou que os relatórios a respeito da tornozeleira que estavam monitorando Eder Moraes foram repassados para o Ministério Público Federal (MPF) e que não foi encontrado defeito no equipamento, sendo assim, qualquer anomalia foi provocada pelo próprio usuário.

ARARATH

Eder o principal acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro descoberto durante a “Operação Ararath”. Em 20 de maio o ex-secretário ficou preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília e só retornou a Cuiabá em 23 de julho, conduzido por agentes federais para acompanhar audiências de instrução na Justiça Federal em Mato Grosso.

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