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Na Ararath, Éder Moraes é investigado por comandar um suposto esquema de crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro, que beneficiaria políticos de Mato Grosso.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Fazenda, da Copa e da Casa Civil, Éder Moraes, que responde a cinco processos na Justiça Federal, decorrentes da Operação Ararath, aguarda, ainda preso, no Centro de Custódia de Cuiabá, a comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta quinta-feira (13) pela soltura dele.
"Quando a gente estava na porta do Centro de Custódia de Cuiabá, o doutor Ricardo acessou a internet e tinha saído o HC. Então entramos e demos a notícia a ele, que recebeu com muita satisfação", detalha o advogado.
A Ararath é uma investigação da Polícia Federal, que rastreia crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional.
O STF informou a um dos advogados de Éder, Ronan de Oliveira, que o setor de comunicação só começa a funcionar às 11 horas desta sexta-feira (14), quando irá informar ao juiz Jefferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso e que conduz os processos envolvendo Éder, que o ex-secretário já pode respondê-los em liberdade.
O advogado disse ao
que ainda não tem conhecimento do inteiro teor da decisão do Supremo e por isso não pode adiantar se prevê medidas restritivas de liberdade, tais como o uso de tornozeleira eletrônica.
"Estávamos, eu o doutor Ricardo Spinelli, indo fazer uma visita ao nosso cliente, após acompanhar durante todo o dia pelo sistema a votação no STF, mas nada. Quando a gente estava na porta do Centro de Custódia de Cuiabá, o doutor Ricardo acessou a internet e tinha saído o HC. Então entramos e demos a notícia a ele, que recebeu com muita satisfação", detalha o advogado.
A previsão dele é de que o ex-secretário seja solto do Centro de Custódia de Cuiabá no período da tarde. “Ele vai direto para casa", informa o advogado.
A previsão dele é de que o ex-secretário seja solto do Centro de Custódia de Cuiabá no período da tarde. “Ele vai direto para casa (no condomínio de luxo Florais dos Lagos), onde a mulher e os filhos o esperam”, informa o advogado.
Neste recurso que resultou em decisão favorável ao réu, a defesa de Éder Moraes foi ao STF reclamar da demora no Tribunal Regional Federal em julgar pedido de soltura semelhante.
Éder está preso desde 1° de abril, na sétima fase da Operação Ararath, por determinação do juiz Schneider, acatando pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Nesta quinta-feira, o ministro do Supremo Dias Toffoli determinou a soltura do ex-secretário.
Na Ararath, é investigado por comandar um suposto esquema de crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro, que beneficiaria políticos de Mato Grosso.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo criminoso, por intermédio de instituições financeiras clandestinas, realizou diversos empréstimos de altas somas, inclusive financiamento de campanhas eleitorais usando transações através da factoring, do agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça.

















