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07 de Abril de 2015, 20h:48 - A | A

JUDICIÁRIO / PRESO DA ARARATH

Desembargador analisa pedido de Habeas Corpus de Éder Moraes

O pedido de liberdade foi impetrado um dia depois de sua prisão, na quinta-feira (2).

RepórterMT

Momento em que Éder é detido pela PF na 7ª fase da Operação Ararath.

Momento em que Éder é detido pela PF na 7ª fase da Operação Ararath.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O desembargador Mário César Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), é o responsável por julgar o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-secretário de Estado Éder Moraes, que está preso no anexo do Carumbé em Cuiabá desde a última quarta-feira (1).

De acordo com o advogado Ronan Oliveira, que tem contato diário com Éder, seu cliente está tranquilo e aguarda pacientemente a decisão do desembargador, que não tem um prazo legal para julgar o HC, mas deve ocorrer nos próximos dias.

O pedido de liberdade foi impetrado um dia depois de sua prisão, na quinta-feira (2), quando saiu detido da sua mansão no condomínio de luxo Florais do Lago, na saída do Distrito da Guia, em Cuiabá.

Os agentes federais estavam descaracterizados e usaram uma BMW, também descaracterizada, para efetuar a prisão de Moraes na sétima fase da Operação Ararath.

Ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal e foi ouvido pelo delegado do setor de Inteligência Marco Aurélio Favere.

O inquérito dessa investigação está sendo conduzido pela delegada do mesmo setor, Heloísa Alves de Albuquerque Favere.

Marco Aurélio Favere afirmou que Éder Moraes constantemente estava transferindo bens de alto valor como terrenos e carros de luxo para nomes dos próprios filhos e também, outros parentes, na maioria menores de idade, além de integrantes da família do agiota Valdir Piran.

Aurélio destacou que a ‘manobra’ tinha a intenção de ocultar os bens para não serem bloqueados pela Justiça Federal. “Foi identificado que o investigado (Éder) continuava movimentando o patrimônio de forma proposital. A previsão é que ele tenha que devolver cerca de R$ 100 milhões à Justiça”, destacou.

O delegado explicou que a audácia de Éder era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre no valor abaixo de mercado. “Ele estava vendendo terrenos em residenciais de luxo por R$ 50 mil”, explicou.

De acordo com o delegado, a Justiça já determinou que os respectivos cartórios, onde houve as transações, bloqueiem os bens. “Estamos identificados veículos e imóveis que serão arrestados junto aos cartórios”, falou.

Sobre os ‘laranjas’, o delegado disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Além de constituírem crimes próprios, tais condutas também violam decisão judicial que concedeu liberdade provisória a um dos investigados.

PRESO NA QUINTA FASE

Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.

O ex-secretário chegou a ficar mais de dois meses presos no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi transferido para Cuiabá. Na capital, Éder ficou preso por mais uns 20 dias.

Moraes é réu juntamente com a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, o gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e ainda o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes.

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