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O ex-secretário foi preso na manhã desta quarta-feira (1) pela Polícia Federal, na sétima fase da Operação Ararath.
JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO
O advogado Ronan Oliveira afirmou ao RepórterMT que deve protocolar o pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, no final da tarde desta quinta-feira (2), para tentar a soltura do ex-secretário dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Éder Moraes.
O ex-secretário foi preso na manhã desta quarta-feira (1) pela Polícia Federal, na sétima fase da Operação Ararath.
Após o prestar depoimento na superintendência da Polícia Federal, na Capital, Éder foi levado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Mesma unidade onde o ex-deputado Estadual, José Riva (PSD), está detido há mais de 40 dias, acusado de desviar R$ 60 milhões da Assembleia Legislativa, quando presidiu a ‘Casa’.
Ronan também explicou que a base de sua defesa no HC é tentar quebrar a acusação contra Éder de ocultação e lavagem de dinheiro. Segundo ele, o ex-secretário não estava indo em cartórios de Cuiabá para transferir bens a nomes de laranja e sim, fazendo escrituração de imóveis.
“O Imposto de Renda dele de 2009 pode confirmar. O documento mostra que ele (Éder) já tinha o registro do patrimônio no nome dele. A compra e venda estava toda registrada. Somente a escrituração que ele começou a fazer em 2014”, destacou.
O advogado também comentou que espera que o pedido de HC seja analisado pelos relatores de plantão do TRF nas próximas horas. “Acredito que até amanhã (3) já tenhamos uma resposta”, falou.
Ainda de acordo com a defesa, a Justiça não tinha a necessidade de prender o ex-secretário. Já que tem plenos poderes para determinar uma ação de ‘sequestro de bens’, diante da suspeita dos possíveis crimes.
OCULTAÇÃO DE BENS
Preso na quinta fase da operação Ararath, Éder ficou cerca de 80 dias presos. No entanto, após ser solto, prevendo que os bens fossem bloqueados pela Justiça, o ex-secretário teria usado nomes de ‘laranjas’ para transferir terrenos e carros de luxos.
Em entrevista à imprensa, o delegado da PF, do setor de inteligência, Marco Aurélio Favere, destacou que a audácia era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre em valores muito abaixo do mercado.
Segundo o delegado, Éder chegou de vender terrenos em condomínios de luxo por até R$ 50 mil. Já sobre os ‘laranjas’, Favere disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
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