RepórterMT

Éder foi preso pela PF na manhã desta quarta-feira (1). Ele é acusado de tentar ocultar bens que seriam bloqueados pela Justiça, passando para nomes de parentes e também de familiares do agiota Valdir Piran.
JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO
O advogado Ronan Oliveira, que faz a defesa do ex-secretário Éder Moraes, disse que vai entrar ainda hoje (1) com pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, para tentar conseguir a soltura do seu cliente.
Éder foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (1), na sétima fase da Operação Ararath. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e de ocultar bens que seriam bloqueados pela Justiça, passando para nomes de parentes e também de familiares do agiota Valdir Piran.
Em entrevista ao RepórterMT, Ronan classificou a prisão de Éder como injusta e desnecessária. Sobre a acusação de fraude imobiliária, o advogado rebateu dizendo que as provas contra o ex-secretário são totalmente infundadas. “Não há nenhum motivo para a prisão. Já que os motivos divulgados (pela PF) não subsistem”, explicou.
Éder já foi encaminhado para uma cela no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Lá ele vai ter a companhia do o ex-deputado Estadual, José Riva (PSD), embora não divida a mesma cela. Riva está preso há 41 dias, acusado de desviar R$ 60 milhões da Assembleia Legislativa, quando presidiu a ‘Casa’.
Éder sendo levado para depor no prédio da PF, na Capital.
OCULTAÇÃO DE BENS
Preso na quinta fase da operação Ararath, Éder ficou cerca de 80 dias presos. No entanto, após ser solto, prevendo que os bens fossem bloqueados pela Justiça, o ex-secretário teria usado nomes de ‘laranjas’ para transferir terrenos e carros de luxos.
Em entrevista à imprensa, o delegado da PF, do setor de inteligência, Marco Aurélio Favere, destacou que a audácia era tanta, que as transações imobiliárias eram feitas sempre em valores muito abaixo do mercado.
Segundo o delegado, Éder chegou de vender terrenos em condomínios de luxo por até R$ 50 mil. Já sobre os ‘laranjas’, Favere disse que eles podem também responder pelo crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
PRESO NA QUINTA FASE
Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio do ano passado na quinta fase da Operação Ararath. Nesta fase ele é acusado de lavagem de dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais, apoio a um clube de futebol e ainda compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado.
O ex-secretário chegou a ficar mais de dois meses presos no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi transferido para Cuiabá. Na capital, Éder ficou preso por mais uns 20 dias.
Moraes é réu juntamente com a esposa dele, Laura Tereza da Costa Dias, o gerente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e ainda o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes.
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benedito costa 01/04/2015
Agora que a coisa ficou feia. O Éder pode encontrar o Riva na mesma cela e aí vão trocar figurinhas
1 comentários