Cuiabá, 27 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
27 de Setembro de 2026

29 de Julho de 2015, 07h:50 - A | A

JUDICIÁRIO / POR CONTAS DE SILVAL

Conselheiro acusa deputado de afetar sua 'boa imagem' e o aciona na Justiça

O conselheiro argumenta que Oscar agiu com o objetivo de “manchar a honra e sua boa imagem" afirmando haver indícios de que teria feito ‘negócios milionários’ com o ex-governador Silval Barbosa e por isso aprovou suas contas no TCE.

Reprodução

O Tribunal de Justiça já notificou o parlamentar por meio de sua assessoria jurídica e aguarda um posicionamento de Oscar Bezerra.

O Tribunal de Justiça já notificou o parlamentar por meio de sua assessoria jurídica e aguarda um posicionamento de Oscar Bezerra.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim ingressou com uma interpelação judicial criminal ao Tribunal de Justiça do Estado contra o deputado Oscar Bezerra (PSB). A medida é usada para pedir esclarecimentos, em juízo, sobre determinado assunto ou declaração.

“A notificação já foi entregue ao deputado, agora estou à espera de uma resposta sobre as afirmações para dar andamento ou não ao processo”, disse Antônio Joaquim por telefone.

A finalidade é colher uma resposta do parlamentar, por escrito, sobre o pedido de suspeição feito por ele à Assembleia Legislativa, contra o conselheiro, que foi o relator das contas do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Desde que Bezerra acusou Antônio Joaquim de ter aprovado as contas do ex-governador porque mantém negócios empresariais em comum com o mesmo, o mal estar entre os poderes tem piorado a cada dia.

Na interpelação enviada ao desembargador Sebastião Barbosa Farias, o conselheiro argumenta que Oscar agiu com o objetivo de “manchar a honra e sua boa imagem" afirmando haver indícios de que teria feito ‘negócios milionários’ com o peemedebista o que causaria o impedimento de julgar as contas anuais de governo de Silval”.

O Tribunal de Justiça já notificou o parlamentar por meio de sua assessoria jurídica e aguarda um posicionamento de Oscar Bezerra. “A notificação já foi entregue ao deputado, agora estou à espera de uma resposta sobre as afirmações para dar andamento ou não ao processo”, disse Antônio Joaquim por telefone ao #repórtermt.

Na interpelação enviada ao desembargador Sebastião Barbosa Farias, o conselheiro argumenta que Oscar agiu com o objetivo de “manchar a honra e sua boa imagem"

Oscar não foi o único da ALMT a disparar contra o Antônio Joaquim, após o parecer favorável às contas da gestão Silval. O líder do governo de Pedro Taques (PDT) na Assembleia Legislativa, o deputado Wilson Santos (PSDB), também disse que o conselheiro não estaria apto a relatar o documento levantando suspeita de que houve viés político em seu relatório. Mas de qualquer forma a última palavra será dos próprios deputados, que terão a oportunidade, em plenário, de aprovarem ou não as contas referentes ao ano passado.

Tentamos manter contato com o deputado Oscar Bezerra, mas ele não foi encontrado para falar sobre o assunto.

VOTAÇÃO DAS CONTAS

A Mesa Diretora da Assembleia já avisou que só colocará o parecer na pauta de votação, que está na Casa desde o último dia 16, depois do chamado “recesso branco”, que termina no dia 4 de agosto. Antes disso, a matéria ainda vai tramitar na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, na qual não foi definido quem será seu relator.

De acordo com o presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Zé Domingos (PSD) as contas devem ser aprovadas. “Eu acredito que sim, até porque iremos analisar as contas de governo e não de gestão, sendo assim todos os índices de receita foram cumpridos. Então só nos resta acompanhar o relator do TCE”.

MP PEDIU REPROVAÇÃO

O Ministério Público de Contas apontou que a gestão Silval deu calote em fornecedores no valor de R$ 14,4 mil, o que caracteriza enriquecimento ilícito do Estado, além da insuficiência financeira nos restos a pagar na ordem de R$ 217 milhões. Por isso pediu a reprovação, o que foi recusado pelo Pleno do TCE.

 

 

Comente esta notícia

claudio 29/07/2015

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas, por gentileza, refazer o seu comentário

positivo
0
negativo
0

1 comentários