DA REDAÇÃO
Quatro procuradores da República de Mato Grosso, sendo um deles o coordenador da Força-Tarefa da Operação Ararath, assinaram uma nota em que dizem dar apoio à procuradora Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani.
Na nota, os procuradores repudiam publicações sobre o marido dela, dizendo ser maldosas e inverídicas visando denegri a imagem da procuradora. O marido de Vanessa seria dono de uma factoring. A nota porém, não deixa claro se o marido da procuradora é ou não dono de empresa no ramo.
Jean Sacarmagnani seria dono de uma factoring, sendo que entre os alvos da operação Ararath figura esse tipo de empresa, que é a de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, delator do suposto esquema que já levou para cadeia o ex-secretário de Fazenda de MT, Eder Moraes, considerado por Mendonça como o 'operador financeiro'.
O ex-secretário foi apontado foi apontado como a pessoa que intermediaria os empréstimos para autoridades públicas como o governador Silval Barbosa e o senador Blairo Maggi.
Na quinta fase da operação Ararath, também foi preso o deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), que conseguiu ser libertado dois dias após a prisão. A casa dele e o gabinete na Assembleia foram alvos da PF.
Outros alvos de busca e apreensão da PF: o gabinete e a casa do conselheiro do TCE, Sérgio Ricardo; casa do prefeito Mauro Mendes (PSB), e prefeitura de Cuiabá; casa do ex-conselheiro do TCE, Alencar Soares.
CONFIRA A NOTA
O Ministério Público Federal informou que a operação visa investigar todas as empresas, independente do ramo, que fazem empréstimos financeiros sem o conhecimento do Banco Central. Com isso, outras empresas figuram também no alvo de investigação da Araraht.
O Ministério Público Federal, por meio da força-tarefa designada para atuar no caso que ficou conhecido como Operação Ararath, vem a público manifestar total e irrestrito apoio à procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, ao mesmo tempo em que repudia publicações maldosas e inverídicas visando a denegrir a imagem da procuradora e de sua família.
A Operação Ararath, produto de uma atuação conjunta envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a Justiça Federal, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, instituições de alta credibilidade na nossa República, teve por objetivo desbaratar uma organização criminosa que praticava crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso.
O foco da investigação deu-se contra pessoas e empresas, qualquer que fosse a sua origem ou condição, que estivesse agindo como instituição financeira sem autorização do Banco Central e, nesse cenário, facilitando a lavagem de ativos de origem ilícita, cujo dinheiro circularia num sistema financeiro paralelo sem controle e fiscalização.
A investigação não fez – e nem poderia fazer – qualquer seleção de empresas ou de setor econômico, pois a Lei 7.492/86 veda e define como crime a realização de empréstimo, sem a devida autorização, operado por qualquer pessoa física ou jurídica, não importando que seja, por exemplo, factoring, posto de combustível, supermercado ou qualquer outro tipo de empresa e atividade econômica.
Chega a ser, a um só tempo, leviano – pelo juízo de valor empregado – e ingênuo – pela conclusão adotada – afirmar que a Operação Ararath visou beneficiar uma determinada empresa, em detrimento de suas concorrentes, para satisfazer um interesse particular.
Tal afirmação despropositada desconsidera que o presente caso passou pela apreciação da mais alta Corte de Justiça do país (STF) e pela Justiça Federal em Mato Grosso, as quais não reconheceram, em nenhum instante, qualquer mácula na atuação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.
Por fim, a força-tarefa criada pela Procuradoria-Geral da República, formada por procuradores com especialidades e origens diversas, para auxiliar o trabalho realizado pela Procuradoria da República no Mato Grosso, não se prestaria a atuar em casos em que houvesse qualquer desvio de finalidade.
A realidade constatada pela força-tarefa após mais de um mês de intenso trabalho sobre o Caso Ararath é a de uma atuação séria, responsável, imparcial, desenvolvida em nível de excelência, cujas robustas provas já encontradas pode causar algum ato de desespero e de tentativa infrutífera de retaliação contra aqueles que visam a garantir o cumprimento da lei.
GUSTAVO PESSANHA VELLOSO
Procurador Regional da República
Coordenador da Força-tarefa
DENISE NUNES ROCHA MÜLLER SLHESSARENKO
Procuradora da República
RONALDO PINHEIRO DE QUEIROZ
Procurador da República
RODRIGO LEITE PRADO
Procurador da República









