Gil Gomes

Max durante evento pró-Flávio Bolsonaro em Cuiabá. Na ocasião, ele comentou com a imprensa sobre a reforma administrativa.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), assegurou que o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) terá respaldo integral do Parlamento para conduzir as mudanças estruturais e o enxugamento da máquina pública previstos para o próximo mandato (2027-2030).
Questionado sobre a ampla reforma administrativa, que deve incluir a reavaliação do primeiro escalão e a criação de uma comissão de estudos pelo Executivo, Max afirmou que o governador terá total autonomia para redesenhar a gestão, pontuando que o início de um novo ciclo traz consigo a responsabilidade e o crédito pelas entregas. As falas foram feitas durante coletiva de imprensa na quarta-feira (7) durante ato pró-Flávio Bolsonaro em Cuiabá.
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"Eu acho que ele tem condições de fazer todas as reformas, porque está iniciando um governo agora, e se não der certo a culpa vai ser dele, então ele vai ter o apoio da Assembleia para fazer mudanças, para fazer alteração ou aquilo que ele enteder ser importante para que o governo dê certo".
Apesar de relatar ter tomado conhecimento das mudanças preliminares por meio da imprensa e não ter tido nenhuma conversa com o governador até o momento, Max frisou que o Legislativo está aberto ao diálogo prévio ou à apreciação do texto antes até de começar a tramitação na Casa.
"Chegando o projeto na Assembleia, ou antes do projeto, se ele quiser ouvir a gente, a gente vai dar a nossa contribuição, sempre pensando no melhor para Mato Grosso".
O peso da máquina
O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027, encaminhado para análise dos parlamentares, fixa o orçamento do Estado em R$ 46,125 bilhões, um acréscimo de 13,3% em relação aos R$ 40,7 bilhões do exercício anterior.
Do montante total projetado, R$ 25,34 bilhões (cerca de 55% da receita) serão direcionados para o pagamento de pessoal e encargos sociais, absorvendo um incremento de aproximadamente R$ 2,2 bilhões na folha. Para justificar o apoio às teses de enxugamento e reestruturação administrativa de Pivetta, Max reforçou a necessidade de eficiência na aplicação dos recursos públicos.
"Se o governador entender que é necessário enxugar a máquina e não ser um Estado mínimo, mas um Estado necessário, é o que nós precisamos trabalhar. As políticas públicas têm que chegar na ponta. A entrega tem que acontecer. Nós precisamos cuidar das pessoas. É isso que eu defendi durante a minha campanha política e é isso que eu vou defender agora durante o meu mandato", concluiu.
Enquanto o governo planeja ajustes na máquina, a cúpula do Legislativo sinaliza terreno pacificado para a tramitação de medidas voltadas a otimizar a máquina e impulsionar os investimentos previstos de R$ 5,65 bilhões para o próximo ano.
Veja o vídeo:








