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18 de Fevereiro de 2016, 07h:40 - A | A

JUDICIÁRIO / EX-PROCURADOR PRESO

Chico Lima nega fuga ao Canadá e diz que sonho era fazer 'tour' e curso de inglês

A declaração do ex-procurador foi dada em depoimento à juíza Selma Rosane, pouco antes de ser peso no estacionamento do Fórum da capital, na Operação Sevem

Olhar Direto/Divulgação

Ex-procurador do Estado estava no Canadá, quando estourou a Operação Sodoma.

Ex-procurador do Estado estava no Canadá, quando estourou a Operação Sodoma.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Pouco antes de ser preso pelo Gaeco, mo Fórum de Cuiabá, o ex-procurador do Estado, Francisco Lima, o Chico Lima, declarou, em depoimento, à juíza Selma Rosane de Arruda, da Sétiva Vara Criminal, que vivia recebtemente no Canadá o sonho de uma vida, e não estaria foragido conforme vinha sendo comentado. O sonhop conforme a declaração dele seria de estudar inglês e viajar pelo país com a esposa.

“Assim que tomei conhecimento das investigações retornei ao Rio de Janeiro e me apresentei no Judiciário local, me colocando a disposição para quaisquer esclarecimentos”

“Assim que tomei conhecimento das investigações retornei ao Rio de Janeiro e me apresentei no Judiciário local, me colocando a disposição para quaisquer esclarecimentos”, disse ele, à juíza Selma Rosane, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que conduz o processo.

Segundo o ex-procurador, ele não tem residência fixa no Canadá e nem em nenhum outro país, exceto o Brasil

Envolvido em dois inquéritos que apuram denúncias de esquemas de corrupção por meio de fraudes ao erário público, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Chico Lima, que já usava tornozeleira eletrônica por ser réu da Operação Sodoma, que invetsiga o suposto esquema de concessão de incentivos fiscais, passou a ser réu também da Operação Seven, que apura outro esquema de fraudes na compra superfarutada de áreas que já seriam de posse do governo do Estado.

Em seu despacho deferido para o pedido de prisão de Lima, a juíza Selma Rosane apontou que ele faria parte de uma "tríplice aliança" que liderava junto com Silval e o ex-secretário Pedro Nadaf, os esquemas fraudulentos. A magistrada ainda pontuou a necessidade da prisão porque o grupo criminoso continuava a agor e não teria a intenção de parar.

O depoimento desta quarta era referente à Operação Sodoma, da Delegacia Fazendária (Defaz) no processo em que também são réus o ex-governador Silval Barbosa, os ex-secretários dele, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, o chefe de gabinete de Silval, Silvio Cézar Corrêa Araújo, e Karla Cecília, ex-secretária de Nadaf.

Após ser encaminhado para o Instituto Médico Legal, para fazer exame de corpo delito, foi encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá, anexo ao Carumbé.

Na Sodoma, de acordo com denúncia do MP, Chico Lima era intermediário na lavagem de dinheiro em cheques depositados em contas de terceiros. Esses cheques seriam propinas, em troca das quais o grupo de Silval concedia incentivos fiscais milionários, através do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (PRODEIC).

À juíza o ex-procurador disse que a porta de entrada dele no Palácio Paiaguás foi a Casa Civil, para onde foi designado, quando Éder Moraes era secretário-chefe. Moraes, que também está preso

À juíza o ex-procurador disse que a porta de entrada dele no Palácio Paiaguás foi a Casa Civil, para onde foi designado, quando Éder Moraes era secretário-chefe. Moraes, que também está preso, é alvo da Operação Ararath, da Polícia Federal, que apura crimes contra o sistema financeiro.

DINHEIRO PARA CIRURGIA

Depois de Chico Lima, o chefe de gabinete de Silval, Silvio Cézar Corrêa Araújo,  também prestou depoimento. Ele disse que o depósito na conta dele, feito por Chico Lima, era um assunto pessoal.

“Tive um câncer de próstata e ele me emprestou o dinheiro para fazer uma cirurgia. A cirurgia foi no dia 16 de março e o depósito foi feito dia 22. Paguei todo o valor a ele, só que de forma picada, R$ 2,500 aqui, depois mil dali”, declarou. A juíza perguntou se ele tinha como provar isso com recibo e o réu respondeu que não, que foi um acordo verbal.

A promotora Ana Cristina questionou o ex-chefe de gabinete, que é um dos réus soltos deste processo, por que ele não disse na Defaz que o dinheiro era para a cirurgia. Ela estranhou que na delegacia ele quis ficar em silêncio. A defesa interferiu, afirmando que deu essa orientação ao cliente.

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